<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737</id><updated>2012-02-03T00:50:15.283-08:00</updated><title type='text'>Satyagraha</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>36</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-1123082039132861946</id><published>2011-12-17T15:49:00.000-08:00</published><updated>2011-12-17T15:54:16.973-08:00</updated><title type='text'>A enfermeira, o cão e o porquinho</title><content type='html'>Nelson Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas interessantes dos chats, das redes sociais, é que muitas vezes somos levados a dar um foco mais preciso em nossos próprios pensamentos e impressões. As ponderações de uma amiga no Facebook,  no post em que eu apresentava o caso da morte do cãozinho pela enfermeira no contexto do tema do vegetarianismo e das questões sociais,  me obrigaram a capturar pensamentos que vagavam meio que na minha estratosfera mental e aos quais eu talvez não viesse a dar maior atenção, na suposição de tratar-se – digamos – de coisas implícitas mais que explícitas... Mas eu estava errado: se para mim mesmo tais pensamentos vagavam na estratosfera, além do foco imediato da consciência, como imaginar que os meus interlocutores pudessem apreendê-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, quero dizer que não vi o vídeo mostrando a morte do cãozinho. Não verei. Acredito que seja brutal, e isso é o bastante. Segundo, quero também dizer que não duvido da sinceridade da indignação das pessoas. Terceiro, não acho que sejam propriamente hipócritas as pessoas que se comovem com o sofrimento dos bichinhos de estimação e continuam comendo seu churrasco. O boi está lá longe, no pasto, os matadouros não têm vitrines e a tradição alimentar não é coisa que se possa descartar num estalar de dedos. Resumindo: a comoção em relação ao caso do cãozinho é real, e o fato de uma pessoa NÃO SER vegetariana não é impedimento a que ela expresse tal indignação. Agora: se tem uma coisa que eu não acho é que “tocar nesses assuntos ‘veganos’ no meio de um turbilhão é um pouco ‘demais’”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mensagem – “Na dor, eles são iguais” – , ilustrada pelas fotos do cachorrinho e do porquinho, eu compartilhei a partir de postagem de um vegetariano convicto. Ele replicou várias mensagens de repúdio à crueldade cometida pela tal enfermeira. Mas o que ele pensa, como todos os veganos , é que não se deve fazer distinção entre espécies. O cãozinho fofinho não tem mais direito à vida e a ser preservado do sofrimento do que o porquinho. Achar que o cão merece carinho, que o porquinho merece faca e que o ser humano é o rei de todos os animais é o que se chama “especismo”. Minha amiga NÃO CONSIDERA QUE “humanos são mais importantes do que os animais”, e acredita “que todos os seres vivos têm um papel importantíssimo aqui”.  Ela pensa quase como os veganos;  mas come carne. Ou seja: não faz distinção entre animais e humanos; mas faz distinção entre animais. Uns são para amar; outros, para comer. O meu amigo vegetariano, que é um divulgador da causa vegana, aproveitou o caso do cãozinho torturado e morto para lembrar que, por trás do bife nosso de cada dia, existe muito sofrimento, muita dor, muita crueldade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como penso eu? Eu prefiro citar Gibran:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deverieis viver da fragrância da terra, e, tal como uma planta, sustentar-vos com a luz. &lt;br /&gt;Mas como tendes que matar para comer, e retirar o recém nascido do leite da sua mãe para aplacar a vossa sede, então fazei disso um ato de veneração, e fazei um altar onde os puros e inocentes da floresta e da planície sejam sacrificados para aquilo que é mais puro e ainda mais inocente no homem.”     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dito que a humanidade, a médio e longo prazo, deverá tender ao vegetarianismo. Por motivos econômicos, sociais, nutricionais, humanitários, éticos... Mas estou com Gibran: se temos que matar para comer, que “os puros e inocentes da floresta e da planície sejam sacrificados para aquilo que é mais puro e ainda mais inocente no homem.” Eu sou decididamente especista quando considero o ser humano, sim, um fenômeno especial aqui no planeta Terra. Quem, numa situação de risco, pensaria em salvar um animal antes de salvar um ser humano? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito tudo isso, eu devo ir finalmente ao assunto que está na base de minha postagem. Sim, porque eu nem estava propriamente preocupado em discutir a crueldade com animais, o especismo, as razões por que as pessoas transformam alguns animais em ‘pets’ e outros em alimento, a leniência de nossos tribunais em relação aos torturadores de animais – nada disso. O que realmente me levou a replicar a postagem ‘antiespecista’, que compara o sofrimento do cãozinho ao do porquinho, foi, além de obviamente levantar a questão pertinente do veganismo, manifestar meu espanto com o fato de que um episódio como o da morte do Yorkshire se tenha tornado um ‘hit’ absoluto nas redes sociais. Foi por isso que postei a foto da “arma letal”, a caneta com que os figurões podem afetar a vida de milhões de pessoas. A indignação com esses eventos pontuais é natural e compreensível; mas o principal de nossos problemas é a mulher sádica, talvez psicótica, que matou o cãozinho? Isso é tema para tomar de assalto o espaço das redes sociais? Prender, julgar, torturar, entregar a mulher a pit-bulls vai tornar melhor a sociedade, vai fazer com que tenhamos mais justiça social, mais paz, mais distribuição de renda?  Uma vez Verissimo escreveu uma crônica em que ele fazia uma comparação entre a tragédia das torres gêmeas e a tragédia muito maior, diuturna, corriqueira, das mortes ocorridas em função da miséria, da fome, do desamparo de literalmente bilhões de pessoas em todo o mundo. Nesse rio modorrento de cadáveres ninguém repara – porque, segundo Verissimo, ele tem efeitos “menos gráficos” que o desabamento espetaculoso de duas torres numa das maiores metrópoles do mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me incomoda, em suma, é o destaque, talvez ‘diversionista’, que ganham esses assuntos na internet. Não é conveniente, para o ‘establishment’, que o povo dirija sua indignação contra mulher que matou o cachorrinho, enquanto os assassinos da caneta continuam operando à vontade? Não é bom que se invente de vez em quando um Judas, mesmo que de saias? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do blog da comunidade Niterói, no Orkut: “Quando passamos por uma banca de jornais, o que vemos são os mais variados apelos: todos os símbolos, os mitos da sociedade contemporânea estão ali presentes, como que encarnados numa sereia de mil faces e mil vozes, capaz de nos arrastar ao abismo da inércia, da estupidez, do conformismo, da cegueira. O jornalista Bernardo Kucinski diz que ‘o jornalismo existe para socializar as verdades de interesse público, para tornar público o que grupos de interesse ou poderosos tentam manter como coisa privada’. Ora, podemos sinceramente dizer que é isso o que faz, majoritariamente, a nossa mídia? Não: a mídia realça o acessório, o detalhe, o pitoresco, o mórbido. [...] Mais acima, a manada dos grandes interesses atravessa incólume o rio da indiferença popular”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que a internet está destinada a replicar o comportamento da mídia tradicional no que diz respeito a inundar o público de informações inúteis, provocando-lhe indigestão mental e inércia? Será que computadores e ‘gadgets’ em geral se transformarão em simuladores em que as pessoas se limitarão a descarregar suas indignações no abismo inócuo do chamado espaço virtual?  Não sei o que pensam os estudiosos sobre o assunto; mas me parece que a internet é um fenômeno ainda relativamente novo, de perspectivas ainda não muito bem delineadas. E as redes sociais são um bebê... Conseguiremos criar esse bebê para que ele cresça saudável, independente, altivo, inteligente?  Ou será que, daqui a alguns anos, estaremos repetindo o que cantou Belchior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Minha dor é perceber / Que apesar de termos / Feito tudo, tudo, / Tudo o que fizemos&lt;br /&gt;Nós ainda somos / Os mesmos e vivemos / Como os nossos pais..”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-1123082039132861946?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/1123082039132861946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=1123082039132861946' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/1123082039132861946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/1123082039132861946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/12/enfermeira-o-cao-e-o-porquinho.html' title='A enfermeira, o cão e o porquinho'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-3439651016997781896</id><published>2011-11-21T15:04:00.000-08:00</published><updated>2011-11-21T15:42:10.129-08:00</updated><title type='text'>USP – o campus visto das redes sociais</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12px; "&gt;Nelson Mendes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:#0070C0"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:#0070C0"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;Faz algum tempo que não tenho andado muito sintonizado com as notícias freneticamente despejadas pela mídia, até porque, como todos estamos cansados de saber, um dos objetivos dessa overdose de notícias é, como disse Millôr Fernandes... ocultar a notícia. “ O blog &lt;a href="http://niteroi-niteroi.blogspot.com/"&gt;“Comunidade Niterói”&lt;/a&gt; fala disso: &lt;span class="commentbody"&gt;"A mídia realça o acessório, o detalhe, o pitoresco, o mórbido. Enquanto o povo se diverte, ou tem a sensação de estar sendo informado,  os poderosos continuam movendo secretamente os cordéis e, entre gargalhadas de escárnio, manipulando milhões de pessoas.”&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;O linguista Noam Chomsky referenda essa afirmação, ao apresentar a primeira das &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://http//sindromedeestocolmo.com/2011/05/chomsky-e-as-10-estrategias-de-manipulacao-midiatica/"&gt;10 estratégias de manipulação midiática&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;: “O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Um dos efeitos colaterais dessa “alergia” ao excesso de informações frívolas e ‘diversionistas’ é um certo alheamento mesmo em relação ao que de fato possa ser interessante ou importante. Essa atitude mental, essa intolerância ao lixo tóxico midiático é o que explica por que demorei a tomar conhecimento do protesto dos estudantes na USP. As informações me foram chegando a conta-gotas, e mais pelo caminho enviesado das redes sociais do que propriamente pela mídia tradicional. Isso poderia ter sido muito bom (a independência da internet tem sido saudada como a luz brilhante no fim do túnel do obscurantismo midiático); mas, curiosamente, as primeiras manifestações que vi tinham teor altamente conservador e, até, neomacarthista... Como eu não tinha muita informação sobre o assunto, fiz alguns comentários em que basicamente recomendava cautela na análise dos fatos. Reproduzo um ‘patchwork’ com trechos de minhas primeiras manifestações a respeito:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;“Eu não sei exatamente o que está acontecendo na USP. Mas, a priori, eu ficaria cauteloso quanto a emitir uma opinião simplista e possivelmente preconceituosa [...] Dizer que foi tudo simplesmente uma bandalha de maconheiros arruaceiros só atende ao reducionismo conveniente a uma certa postura ideológica que já estamos cansados de conhecer. [...]&lt;/span&gt;&lt;span class="commentbody"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os estudantes [...] deram inadvertidamente munição para que o conservadorismo hidrófobo fizesse a festa, colocando no mesmo balaio todas as rebeldias, tanto as malucas quanto as sensatas e necessárias.” &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Entretanto,  possivelmente minha participação mais singular sobre a questão tenha sido na página de um amigo que se referiu ao movimento na USP como coisa de “esquerdopatas xaropes”. Como se dizia no tempo em que brasileiros eram torturados e mortos simplesmente por serem delatados como “esquerdistas”, eu “grilei” com aquela expressão arrasadoramente simplista. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; " &gt;E expressei meu incômodo. Depois de questionar o próprio termo “esquerdopata”, indagando se ele teria sido inventado por Mainardi, Reinaldo Azevedo ou Olavo de Carvalho, eu concluí: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;“Atribuir o movimento dos estudantes aos ‘esquerdopatas xaropes’ não é simplificar demais a questão, não? Não é trair um preconceito contra tudo o que tenha ‘cheiro’ de esquerda? Não é demonstrar a lavagem cerebral de quem nasceu sob o silêncio da ditadura e cresceu sob a influência de uma mídia adrede preparada para defender os interesses daquilo que Adriano Benayon chamou de ‘oligarquia financeira anglo-americana, que controla a grande mídia e os formadores de opinião que a esta têm acesso?’ “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;i style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Darcy Ribeiro costumava brincar com aqueles que viam em Jango Goulart, pachorrento e abastado fazendeiro, um “comunista”, quando tudo o que ele queria era que mais pessoas tivessem propriedades e consumissem! Mas uma certa direita míope e raivosa não consegue ver o óbvio e não consegue transigir um milímetro. Como na fábula, o escorpião é incapaz de evitar picar o sapo que o poderia levar em segurança para o outro lado do rio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E toca a financiar os zumbis do neomacarthismo, como Jabor, Mainardi, Casoy e Olavo de Carvalho, para que encenem fantasmagorias a fim de apavorar a classe média e fazer com ela passe a defender idéias contrárias a seus próprios interesses, arrastando nisso o andar ainda mais abaixo. É a senzala fazendo o discurso da casa-grande.&lt;/div&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: medium; "&gt;Esse conservadorismo raivoso, essa ‘paúra do comunismo’, como falou um amigo, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: medium; "&gt;tem raízes rastreáveis lá no macarthismo, na guerra fria, na "aliança para o progresso", no trabalho sujo da grande imprensa ontem, hoje e sempre. Mercenários intelectuais como Olavo de Carvalho se dedicam a realçar, com as lentes made in USA, da marca McCarthy, qualquer sinal de “comunismo”, “socialismo” “esquerdismo”, seja nas escolas, nas universidades, na mídia, nas instituições de qualquer natureza.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: medium; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: medium; "&gt;Muitas pessoas, sobretudo aquelas que cresceram hipnotizadas pela produção cultural americana, enxergam na inofensiva e solitária joaninha, vista através de tais lentes, um monstro de apavorantes características jurássicas ou alienígenas... Mas não apenas as pessoas mais velhas, que sofreram na pele a radioatividade macarthista e coisas tais se mostram aterrorizáveis pelas prestidigitações dos mercenários neomacarthistas: muita gente jovem mostra o mesmo comportamento, e repete um discurso que já ficaria feio na boca de um radical de extrema direita! Matheus Pichonelli, no artigo &lt;a href="http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/11/ocupacao-patetica-reacao-tenebrosa.html"&gt;“Ocupação patética, reação tenebrosa”&lt;/a&gt;, tenta explicar a reação de muitos jovens ao episódio da USP:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Muitos usaram  as redes sociais para despejar os argumentos mais covardes contra o universo estudantil, sobretudo o sistema público de ensino.  Mas o que mais estranha não é ver senhores engravatados pedindo punição exemplar aos ‘aloprados’. Para a reitoria, o governador e os empresários que querem se apropriar do espaço público para obter lucros privados, parece mais que óbvio o interesse em deslegitimar não só ocupações estapafúrdias, como foi o caso, mas também esmagar a voz, quiçá para sempre, do movimento estudantil. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;O que é estranho dessas reações é que elas partem de quem muito cedo na vida já se apropriou do discurso dos pais, herdado do regime militar; e que, portanto, veem na obediência, no não-engajamento, na docilidade, na adaptação a um mundo já pronto o único caminho possível. Tenho, para isso, uma tese de botequim: a de que minha geração, nascida em meados dos anos 80 e criada nos 90, foi o maior &lt;/span&gt;&lt;i&gt;baby boom&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; de bundões que o Brasil já testemunhou; crescemos com medo da violência, das doenças sexualmente transmissíveis e do outro (do favelado ao muçulmano) e, por este motivo, decidimos nos enclausurar em bolsões de segurança (o shopping, a escola particular e os condomínios fechados) para poder nascer e morrer em paz, sem grandes objetivos na vida a não ser aceitá-la.”&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: medium; "&gt;Foi Ricardo Boechat, em cometário na Band News FM, quem melhor resumiu o assunto,na minha opinião. A seguir, uma &lt;a href="http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/11/boechat-sobre-protestos-na-usp.html"&gt;edição&lt;/a&gt; bem ‘radical’ e enxuta de sua &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ay_pqJTbPkg"&gt;fala&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“A USP tem um campus gigantesco aqui em São Paulo. A insegurança era um problema seríssimo. Diante do clamor público a USP assinou um convênio e Polícia Militar passou a atuar dentro do campus da universidade. No mundo inteiro &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;a segurança nos ambientes universitários é feita por polícias universitárias. É assim na Europa, é assim nos Estados Unidos. No caso, como a prioridade é segurança, é melhor ter a PM do que nada.  Mas a USP, se fosse uma cidade, seria o sétimo maior orçamento do Brasil, que é de 3 bilhões e seiscentos milhões de reais. Então a USP pode perfeitamente equipar-se com uma polícia universitária adequada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O que foi o elemento deflagrador disso tudo? Foi a ação da PM prendendo três estudantes que estavam fumando um baseado.  A discussão sobre a maconha é uma discussão global, tem gente séria questionando a razoabilidade da criminalização da maconha.  O que aconteceu? Garotada cheia de testosterona... vamos mudar o mundo, ocupa Wall Street ... O que eles fizeram? Foram pro pau, ocuparam a reitoria e, ao fazê-lo, cometeram também os erros muito típicos. É um momento da vida, isso é assim. É claro que a desocupação tinha que acontecer. No mérito, eu não apóio o que aquela garotada fez. Mas eu prefiro uma juventude que briga. Eu prefiro uma juventude que se revolta, uma juventude que erra, a uma juventude que se acomoda.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="NMMBibliografia" style="text-align: left;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-3439651016997781896?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/3439651016997781896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=3439651016997781896' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3439651016997781896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3439651016997781896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/11/usp-o-campus-visto-das-redes-sociais.html' title='USP – o campus visto das redes sociais'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-2537775942061643738</id><published>2011-11-16T09:07:00.000-08:00</published><updated>2011-11-16T09:27:45.262-08:00</updated><title type='text'>Boechat sobre protestos na USP</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt:13.65pt;mso-outline-level:1; background:white"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 18px; "&gt;Comentário no Jornal BandNews Rio - 1ª edição de 09.11.2011&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:13.65pt;mso-outline-level:1;background: white"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="textexposedshow"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Excertos. Áudio original em:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ay_pqJTbPkg"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Ay_pqJTbPkg&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="textexposedshow"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#0070C0"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#0070C0"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: rgb(0, 112, 192); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A USP tem um campus gigantesco aqui em São Paulo. [...] A insegurança era um problema seríssimo. [...] Diante do clamor público [...] a USP assinou um convênio [...] e  Polícia Militar passou a atuar dentro do campus da universidade. Alguns alunos [...] reagiram negativamente, porque &lt;b&gt;é um padrão internacional que polícias regulares não atuem na segurança de espaços universitários&lt;/b&gt;, de campus, espaços escolares. [...] Porque em muitas ocasiões, ao longo de muitos eventos houve um preço grande a pagar por esta fórmula de aproximar a polícia dos ambientes universitários, dos ambientes escolares. [...] Protestos, manifestações, são estudantes sempre com uma palavra revolucionária na ponta da língua [...] numa fase da vida em que todos medem pouco as conseqüências [...] e às vezes a reação policial [...] acaba impondo um preço alto demais às sociedades: morre um, aleija o outro [...] &lt;b&gt;No mundo inteiro&lt;/b&gt;, com raríssimas exceções, tem-se como conceito que &lt;b&gt;a segurança nos ambientes&lt;/b&gt;, nos campus &lt;b&gt;universitários é feita por polícias universitárias&lt;/b&gt;. [...] &lt;b&gt;É assim na Europa, é assim nos Estados Unidos&lt;/b&gt;, todos os que já viveram episódios dramáticos de ação policial em campus universitários. [...] No caso, como a prioridade é segurança, é melhor ter a PM do que nada. [...] &lt;b&gt;Mas a USP, se fosse uma cidade, seria o sétimo maior orçamento do Brasil&lt;/b&gt; [...] &lt;b&gt;que é de 3 bilhões e seiscentos milhões de reais&lt;/b&gt;.[...] &lt;b&gt;Então a USP pode perfeitamente equipar-se com uma polícia universitária adequada&lt;/b&gt;, com equipamentos de vigilância, com a iluminação de suas alamedas, com o controle de acessos, entradas e saídas, detectores de metal, o diabo! Não precisa da PM, que aliás tem que estar atendendo às necessidades da comunidade inteira de São Paulo, que são enormes [...] Dentro de um campus, onde a universidade tem recursos para prover seus mecanismos de segurança... me desculpem, a PM não só não tem que estar por aquelas razões iniciais, que valem para o mundo inteiro, como não faz sentido que esteja em função deste pormenor, que não é tão menor assim: a USP é bilionária...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: rgb(0, 112, 192); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;[...] Passemos agora para um outro detalhe [...] &lt;b&gt;O que foi o elemento deflagrador disso tudo? Foi a ação da PM prendendo&lt;/b&gt; [...] &lt;b&gt;três estudantes&lt;/b&gt; [...] &lt;b&gt;que estavam fumando um baseado&lt;/b&gt;. [...] &lt;b&gt;Nós não temos aí a marcha da maconha?&lt;/b&gt; [...] &lt;b&gt;Significa que a repressão ao consumo de maconha está sendo questionada no mundo inteiro&lt;/b&gt; sob vários aspectos: o aspecto econômico, porque as sociedades dedicam a essa repressão um volume de esforço financeiro e humano que muitas entidades internacionais – incluindo a ONU – [começam a questionar][...]Então você  tem países com a experiência como a Holanda [...] você tem fóruns internacionais como a ONU que estão dizendo: “Olha, vamos nos concentrar nas drogas prioritárias [...] legaliza essa porcaria [...] manda vender isso aí na mão de governo [...] cobrar imposto de quem vende, e tal, que isso aí vai desmobilizar um aparato colossal de repressão [...] e corrupção que também historicamente mostrou que fracassou. &lt;b&gt;Então, num ambiente em que o mundo está discutindo isso, eu entendo que uma PM dentro de um campus, onde são assassinados alunos e estupradas alunas, tem outras coisas pra fazer do que ficar atrás de cara que está fumando um bagulhinho&lt;/b&gt;. Eu não estou a favor de fumar um bagulhinho. [...] &lt;b&gt;A discussão sobre a maconha&lt;/b&gt; é uma discussão global, que &lt;b&gt;tem gente séria envolvida – Fernando Henrique Cardoso, Bil Clinton&lt;/b&gt; [...] – questionando a razoabilidade da criminalização da maconha, e temos uma questão específica: que dentro do campus da USP, que deve ser do tamanho de 50 maracanãs, a PM, que está lá para reprimir o cara que vai matar um menino, vai estuprar uma menina, está pegando estudante de filosofia fumando um bagulho. Aí cria-se um bafafá [...] &lt;b&gt;Aí deu aquela lambança, a garotada foi lá, protestou&lt;/b&gt; [...] O estopim da história está aí. [...]Aí é a marcha da insensatez: você começa com uma besteira e essa besteira vai crescendo geometricamente pelos atos subsequentes. [...] O que aconteceu? [...] Garotada cheia de testosterona [...] vamos mudar o mundo, ocupa Wall Street [...] O que eles fizeram? Foram pro pau, ocuparam a reitoria e, ao fazê-lo, cometeram também os erros muito típicos [...] quantas vezes os pais aí que estão me ouvindo já viram isso em suas próprias gerações – por favor, vamos parar também com a hipocrisia. Aí depredaram, quebraram não sei o quê [...] Olha pra eles, lá: vê se aquilo ameaça a sociedade, ameaça o establishment, ameaça a vida de alguém [...] É um momento da vida, isso é assim. [...] O que não faz nenhum sentido é tu lidar com isso na base da porrada [...] Nosso problema não está ali. [...] &lt;b&gt;É claro que a desocupação tinha que acontecer&lt;/b&gt;. É claro que a depredação é uma burrice, uma babaquice. É claro que a decisão de manter a invasão depois que uma assembléia reprovou essa idéia [...] foi um ato errado. [...] Mas eu estou discutindo como é que nós vamos lidar com isso, e o contexto em que isso surgiu. [...] &lt;b&gt;No mérito, eu não apóio o que aquela garotada fez&lt;/b&gt; [...] &lt;b&gt;mas... mas eu prefiro uma juventude que briga. Eu prefiro uma juventude que se revolta, uma juventude que erra, a uma juventude que se acomoda&lt;/b&gt; [...] uma juventude que só está de olho na competição. [...] Eu gosto mais das pessoas que perguntam por que estão competindo do que daquelas que competem a todo custo [...] Eu gosto de quem questiona a competição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: rgb(0, 112, 192); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;__&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-2537775942061643738?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/2537775942061643738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=2537775942061643738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/2537775942061643738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/2537775942061643738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/11/boechat-sobre-protestos-na-usp.html' title='Boechat sobre protestos na USP'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-8376447147834034034</id><published>2011-11-14T03:57:00.000-08:00</published><updated>2011-11-14T03:58:32.843-08:00</updated><title type='text'>Ocupação patética, reação tenebrosa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 14px; "&gt;Matheus Pichonelli&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;Texto editado. Versão integral em:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/ocupacao-patetica-reacao-tenebrosa/"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;http://www.cartacapital.com.br/sociedade/ocupacao-patetica-reacao-tenebrosa/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;Ao que tudo indica, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/blog/politica/estudantes-pagam-fianca-e-sao-liberados/"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;a ocupação da reitoria da USP&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt; foi de fato patrocinada por um grupo de aloprados, que fez rolar morro abaixo uma pedra que, aos trancos, deveria ser endereçada para pontos mais altos da discussão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O episódio mostra que a discussão sobre a rebeldia estudantil é hoje um convite para o enterro do bom senso.&lt;span style="color:#EEECE1;mso-themecolor:background2"&gt;,&lt;/span&gt;De um lado, uma minoria de estudantes que, sim, usa a universidade para o que há de pior na vida pública, e que atrai uma nuvem de antipatia que contamina qualquer avanço ou reivindicação legítima . Do outro, uma parcela da opinião pública que jamais suportou qualquer sinal de organização política. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A ocupação da reitoria da maior universidade do País deu munição para que boa parte da opinião pública (inclusive estudantes) testemunhasse&lt;span style="color:#EEECE1;mso-themecolor:background2"&gt;, &lt;/span&gt;a legitimação de seus desprezos contra estudantes que, diferentemente deles, ainda ousam dizer que alguma coisa está errada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Muitos usaram  as redes sociais para despejar os argumentos mais covardes contra o universo estudantil, sobretudo o sistema público de ensino.  Mas o que mais estranha não é ver senhores engravatados pedindo punição exemplar aos “aloprados. Para a reitoria, o governador e os empresários que querem se apropriar do espaço público para obter lucros privados, parece mais que óbvio o interesse em deslegitimar não só ocupações estapafúrdias, como foi o caso, mas também esmagar a voz, quiçá para sempre, do movimento estudantil. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O que é estranho dessas reações é que elas partem de quem muito cedo na vida já se apropriou do discurso dos pais, herdado do regime militar; e que, portanto, veem na obediência, no não-engajamento, na docilidade, na adaptação a um mundo já pronto o único caminho possível. Tenho, para isso, uma tese de botequim: a de que minha geração, nascida em meados dos anos 80 e criada nos 90, foi o maior &lt;em&gt;baby boom&lt;/em&gt; de bundões que o Brasil já testemunhou; crescemos com medo da violência, das doenças sexualmente transmissíveis e do outro (do favelado ao muçulmano) e, por este motivo, decidimos nos enclausurar em bolsões de segurança (o shopping, a escola particular e os condomínios fechados) para poder nascer e morrer em paz, sem grandes objetivos na vida a não ser aceitá-la. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Uns aceitam a situação. Outros, pelos métodos certos ou não, resolveram deixar claro que não aceitam. São muitos os ingredientes que fazem do confronto  um tema complexo, que não poderia jamais descambar para o Fla-Flu. Mas descambou, graças à ação desastrada de um grupo que virou tema de piada para quem nunca deu a mínima para ideias como coletividade, bom senso e democracia.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-8376447147834034034?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/8376447147834034034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=8376447147834034034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/8376447147834034034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/8376447147834034034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/11/ocupacao-patetica-reacao-tenebrosa.html' title='Ocupação patética, reação tenebrosa'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-2262358087913668642</id><published>2011-08-05T04:06:00.000-07:00</published><updated>2011-08-05T04:07:54.167-07:00</updated><title type='text'>Nelson Jobim - a fraude na Constituição</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;O Farroupilha da Constituinte&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;p align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family: Verdana"&gt;Sebastião Nery&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt; – T. Imprensa, 29 ago. 2006.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Flores da Cunha foi quase tudo. Gaúcho de Santana do Livramento, deputado federal pelo Ceará de 1912 a 14, pelo Rio Grande do Sul de 1918 a 28, senador de 1928 a 30, interventor de 1930 a 35, governador de 1935 a 37, constituinte e deputado federal de 46 a 59, pela UDN.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Era louco por jogo. Há mil histórias dele nas noites dos cassinos e nas mesas de baralho. Em Rivera, na fronteira do Uruguai, foi ao cassino, jogou a noite inteira, perdeu tudo. Sobrou apenas uma nota de 100 mil-réis. Pôs a nota na roleta, no negro, 17, com o revólver em cima. Suando, olho na arma, o crupiê girou a roleta e cantou o número:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;- Vermelho, 36!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Olhou para os lados, completou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;- E negro, 17, para o general Flores! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;Flores da Cunha&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Uma noite, apareceu na mesa um jovem paulista bom de pôquer. Em meia hora, já ia pelando o general. A mesa estava forrada de fichas. A roda era fortíssima. O paulista pagou para ver. Flores abriu o jogo, não tinha nada. Mas estendeu o braço para puxar as fichas. O paulista também estendeu e sorriu:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;- O que é isso, general? Eu ganhei!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;- O que é isso, pergunto eu, moço. Ganhei eu! Aqui no Rio &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Grande cinco cartas diferentes uma da outra se chama Farroupilha. É o jogo mais alto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Pegou o revólver e puxou as fichas com o cano. O paulista engoliu. Quase de manhã, o paulista pegou cinco cartas diferentes e gritou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;- Uma Farroupilha!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Flores jogou o revólver em cima das fichas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;- Não, moço! Farroupilha é jogo tão forte que só vale uma por noite!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;E ficou com tudo. A Farroupilha era o golpe sujo do pôquer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;Nelson Jobim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Também na Constituinte de 87/88 houve uma Farroupilha, um dos golpes mais sujos da história da política e do parlamento brasileiro. Revelei aqui o escândalo descoberto pelos professores da Universidade de Brasília, Adriano Benayon e Pedro Rezende, consultores da Câmara e do Senado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Em 2003, já ministro do Supremo Tribunal, o ex-vice-líder do PMDB na Constituinte e sub-relator da Comissão de Sistematização (redação final) surpreendeu o País confessando, sem pudor, que, na Constituinte, na Comissão de Sistematização, sub-repticiamente, sem ninguém perceber, introduziu um "inciso", um dispositivo não discutido, votado nem aprovado pela Constituinte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Perguntado, interpelado, cobrado pelo Congresso e pela imprensa, Nelson Jobim negou-se peremptoriamente a revelar, a confessar que "inciso", que dispositivo, ele contrabandeou para dentro da Constituição. Um crime.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;Benayon e Pedro Rezende&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Agora, como contei, o mistério acabou. Os professores Benayon e Rezende pesquisaram, leram, reviram, uma a uma, todas as milhares de emendas apresentadas, as atas de todas as sessões de debates e deliberação, e também as atas das reuniões da Comissão de Sistematização da Constituinte, descobriram e denunciaram a fraude. Um crime constitucional. Um peculato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Aprovada a matéria no plenário, o regimento proibia qualquer&lt;br /&gt;emenda de mérito, capaz de ter conseqüência jurídica. Não era admitido requerimento de emenda de mérito. O parágrafo 3º do art. 166 da Constituição foi aprovado no plenário e não foi objeto de emenda alguma. O acréscimo, na Comissão de Sistematização, foi metido na Constituição sem ninguém ter visto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;O parágrafo 3º do art. 166 diz que "as emendas ao projeto de lei do Orçamento anual ou aos projetos que os modifiquem somente podem ser aprovadas caso sejam compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e indiquem os recursos necessários"...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;No inciso II do parágrafo 3º, o "Farroupilha" Jobim enxertou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;"Excluídas as (emendas) que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos; &lt;b&gt;&lt;i&gt;b) serviço da dívida&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;; c) transferências tributárias constitucionais para estados, municípios e Distrito Federal".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Se você quiser ver a documentação completa da fraude, acesse:&lt;br /&gt;http://paginas.terra.com.br/educação/adrianobenayon/&lt;br /&gt;ou www.cic.unb.br/docentes/pedro/sd.htm&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;Bernardo Cabral&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;O brilhante e bravo relator-geral da Constituinte, senador e ministro Bernardo Cabral, me confessou estar estarrecido e indignado. Jobim traiu sobretudo a confiança de Ulysses, com quem trabalhava na Constituinte, e de Mario Covas, de quem era o vice-líder do PMDB. E traiu a Constituinte. É por isso que ganhou de presente dos banqueiros o Ministério da Justiça no governo de Fernando Henrique e o Supremo Tribunal, também nomeado por FHC. E agora os banqueiros já querem fazê-lo o novo ministro da Justiça de Lula. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Benayon se espanta: "A finalidade evidente do delito foi, a serviço dos banqueiros, enxertar na Constituição aquele `b' serviço da dívida", já que as dotações orçamentárias "para pessoal" e para as "transferências aos estados, municípios e Distrito Federal" são óbvias. Tiraram do Poder Legislativo qualquer possibilidade de opinar ou decidir sobre os juros dos banqueiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;O "Farroupilha" de Santa Maria "vendeu" a Constituição aos bancos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-2262358087913668642?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/2262358087913668642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=2262358087913668642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/2262358087913668642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/2262358087913668642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/08/nelson-jobim-fraude-na-constituicao.html' title='Nelson Jobim - a fraude na Constituição'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-3352244907541884101</id><published>2011-07-12T21:02:00.000-07:00</published><updated>2011-07-12T21:04:53.258-07:00</updated><title type='text'>A crise ideológica do capitalismo</title><content type='html'>&lt;h3 align="right" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:right"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:bold"&gt;&lt;br /&gt;Joseph Stiglitz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3&gt;&lt;span style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;[Encontrado originalmente em O Globo de 12 de julho de 2011 e capturado digitalmente em: &lt;a href="http://juniordeleca.blogspot.com/2011/07/joseph-stiglitz-crise-ideologica-do.html"&gt;http://juniordeleca.blogspot.com/2011/07/joseph-stiglitz-crise-ideologica-do.html&lt;/a&gt; ]&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;"Nada foi absorvido da recente crise financeira que mostrou a necessidade de maior igualdade, regulamentação mais forte e melhor equilíbrio entre mercado e governo", constata &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;amp;Itemid=18&amp;amp;task=detalhe&amp;amp;id=45127"&gt;&lt;b&gt;Joseph Stiglitz&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, prêmio Nobel de Economia, em artigo publicado no jornal &lt;b&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/b&gt;, 09-07-2011.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Eis o artigo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguns anos atrás, uma ideologia poderosa - a crença em mercados livres e irrestritos - levou o mundo à beira da ruína. Mesmo em seu apogeu, do início dos anos 80 até 2007, o capitalismo desregulado ao estilo americano só trouxe um maior bem-estar material para os muito ricos dos países ricos do mundo. Aliás, no curso de sua ascendência ideológica de 30 anos, a maioria dos americanos sofreu um declínio ou estagnação da renda ano após ano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;De mais a mais, o crescimento da produção nos Estados Unidos não foi economicamente sustentável. Com tanta renda nacional americana indo para tão poucos, o crescimento só poderia continuar via o consumo financiado por um endividamento crescente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;Eu estava entre os que esperavam que, de algum modo, a crise financeira ensinaria aos americanos (e a outros) uma lição sobre a necessidade de maior igualdade, de uma regulamentação mais forte, e de um melhor equilíbrio entre mercado e governo. Pobre de mim, não foi o que ocorreu. Ao contrário, o ressurgimento de uma economia de direita, impelida, como sempre, por ideologia e interesses especiais, ameaça uma vez mais a economia global - ou, ao menos, as economias da Europa e dos Estados Unidos onde essas ideias continuam prosperando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;Nos Estados Unidos, esse ressurgimento da direita, cujos adeptos evidentemente tentam refutar as leis básicas da matemática e da economia, ameaça provocar um calote da dívida nacional. Se o Congresso ordenar gastos que excedam as receitas, haverá um déficit, e esse déficit tem de ser financiado. Em vez de pesar cuidadosamente os benefícios de cada programa de gastos do governo contra os custos de elevar impostos para financiar esses benefícios, a direita procura usar um malho - não permitir que a dívida nacional aumente obriga os gastos a se limitarem aos impostos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;Isso deixa em aberto a questão de quais gastos terão prioridade - e se os gastos para pagar juros da dívida nacional não entrarem nessa categoria, um calote será inevitável. De mais a mais, cortar gastos agora, no meio de uma crise acarretada pela ideologia do livre mercado, com certeza prolongará inevitavelmente a recessão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;Uma década atrás, em pleno boom econômico, os Estados Unidos enfrentaram um superávit tão grande que ameaçava eliminar a dívida nacional. Cortes de impostos e guerras insustentáveis, uma grande recessão, e a elevação dos custos do sistema de saúde - alimentados, em parte, pelo compromisso do governo de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: inherit"&gt;George W. Bush&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt; de dar carta branca para as companhias farmacêuticas estabelecerem seus preços, mesmo com dinheiro do governo em jogo - transformaram rapidamente um superávit enorme em déficits recordes em tempo de paz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;As soluções para o déficit americano decorrem imediatamente desse diagnóstico: colocar os EUA de novo para trabalhar com o estímulo da economia; acabar com as guerras insensatas; frear os custos militares e farmacêuticos; e elevar impostos, ao menos dos muito ricos. Mas a direita não fará nada disso, e está promovendo novos cortes de impostos para corporações e para os ricos, junto com cortes de gastos em investimentos e proteção social que colocam em perigo o futuro da economia americana e os farrapos que restam do contrato social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;Enquanto isso, o setor financeiro americano vem fazendo um lobby duro para se livrar de regulamentos, para poder voltar a seus modos desastrosamente irresponsáveis do passado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;Mas as coisas não estão muito melhores na Europa. No momento em que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;Grécia &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;e outros enfrentam crises, o remédio da moda se limita a pacotes de austeridade ultrapassados e privatizações que meramente deixarão os países que os adotarem mais pobres e mais vulneráveis. Esse remédio falhou no Leste Asiático, na América Latina, e alhures, falhará na Europa desta vez, também. Aliás, ele já falhou na &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;Irlanda&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: inherit"&gt;Letônia &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: inherit"&gt;Grécia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: inherit"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;Existe uma alternativa: uma estratégia de crescimento econômico sustentado pela &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;União Europeia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt; e o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;Fundo Monetário Internacional&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;. O crescimento restauraria a confiança de que a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: inherit"&gt;Grécia &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;conseguiria saldar suas dívidas, causando uma queda nas taxas de juros e deixando mais margem de manobra fiscal para investimentos para fomentar o crescimento. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;O crescimento em si alimenta a arrecadação de imposto de renda e reduz a necessidade de gastos sociais, como o seguro-desemprego. E a confiança que isso engendra promove ainda mais crescimento.Infelizmente, os mercados financeiros e os economistas de direita consideram o problema exatamente o inverso: eles acreditam que a austeridade produz confiança, e que a confiança produzirá crescimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:inherit"&gt;Mas a austeridade mina o crescimento, agravando a situação fiscal do governo ou, ao menos, promovendo menos melhoras do que os defensores da austeridade prometem. Nos dois casos, a confiança é solapada, e uma espiral descendente é acionada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:inherit; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;Será que realmente precisamos de uma nova experiência dispendiosa com ideias que falharam repetidamente? Não precisamos, mas ao que tudo indica teremos de suportar outra mesmo assim. Uma incapacidade de Europa e Estados Unidos voltarem a ter um crescimento vigoroso seria ruim para a economia global. Um fracasso em ambos seria desastroso - mesmo que os principais países de mercado emergente tenham atingido um crescimento autossustentável. Lamentavelmente, a menos que cabeças mais sábias prevaleçam, é esse o rumo que o mundo está tomando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-3352244907541884101?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/3352244907541884101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=3352244907541884101' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3352244907541884101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3352244907541884101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/07/crise-ideologica-do-capitalismo.html' title='A crise ideológica do capitalismo'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-6039118957079267721</id><published>2011-07-12T05:14:00.000-07:00</published><updated>2011-07-12T05:15:01.753-07:00</updated><title type='text'>Europa: Ricos de pires na mão. O veneno do capitalismo</title><content type='html'>&lt;p&gt;por &lt;a href="http://www.facebook.com/miltontemer"&gt;Milton Temer&lt;/a&gt;, segunda, 11 de julho de 2011 às 21:35 &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;[No Facebook]&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Modestamente, temas que tratamos aqui há alguns dias chegam enfim ao Jornal Nacional.A dívida dos países europeus, agora registrando Espanha e Itália na linha de fogo,antes só dirigida sobre a periferia luso-grega, instala a angústia geral no crime organizado que norteia as operações especulativas dos famigerados "livres mercados".Angústia, mais angustiante ainda, quando somamos os problemas de Obama para emitir novos títulos da dívida norte americana como forma de poder continuar pagando contas do governo depois de 2 de agosto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tarefa complexa, que vem sendo dificultada pelos republicanos na velha chantagem - ou o governo corta gastos, ou não tem acordo-. E que gastos? Claro, os sociais. Nem pensar em pôr fim às isenções criminosas que Bush concedeu ao grande capital e às camadas mais ricas da população.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O  simbólico em toda essa novela, sem dúvida, é mais uma confirmação do prenúncio de Marx quanto ao capitalismo carregar em sua essência o germe de sua própria destruição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A maioria das dívidas dos países não se construiu com gastos materiais superiores às receitas dos Tesouros, como apregoam os arautos da continuação do veneno. Surgiram do atendimento à liquidez de caixa do sistema financeiro privado, que exigiram dos governos, cujas eleições muito lhe deveram em doações de campanhas, a emissão de títulos da dívida pública. No Brasil isso é dramaticamente evidente, por conta dos juros pantagruélicos que o Banco Central estabelece como forma de fingir ser essa a única forma de impedir respiros e suspiros da inflação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O mais cômico, não fosse trágico, de tudo é que a solução proposta pela anja exterminadora, digo, Angela Merkel, é a continuação de emissão. Novos títulos para obter recursos com que se garanta a manutenção dos intocáveis lucros dos banqueiros especuladores, à custa do cadafalso para direitos sociais, salários e recursos para a produção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aí vem o veneno. A cada dia, uma nova revolta popular. E já não é mais apenas no norte da África como deseja a OTAN, mas nas principais capitais da Europa "unida". Quem sabe, vem aí a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-6039118957079267721?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/6039118957079267721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=6039118957079267721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/6039118957079267721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/6039118957079267721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/07/europa-ricos-de-pires-na-mao-o-veneno.html' title='Europa: Ricos de pires na mão. O veneno do capitalismo'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-7280785245383187056</id><published>2011-05-31T12:05:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T15:50:00.365-07:00</updated><title type='text'>O dinheiro sujo da grande corrupção - dele quase não se fala (por razões óbvias)</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;color:blue;"&gt;Estudo mostra que do dinheiro sujo que vai para os paraísos fiscais 65% são de empresas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt;text-align:right" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;Pedro Porfírio – sábado, 28 de maio de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt;text-align:right" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.porfiriolivre.info/2011/05/o-dinheiro-sujo-da-grande-corrupcao.html"&gt;http://www.porfiriolivre.info/2011/05/o-dinheiro-sujo-da-grande-corrupcao.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h3&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="background: white;font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="background: white;font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;color:black;"&gt;"Depois de estudar 23 países, Raymond Baker, diretor de um think tank de Washington, elevou (as perdas com as fraudes) a US$ 2 trilhões, e conclui que 3% do total podem ser atribuídos à corrupção política, um terço ao crime organizado e entre 60% e 65% a manobras ilícitas de pessoas físicas e grandes empresas. Traduzindo: os ricos evadem o dobro do dinheiro que os políticos e o crime organizado juntos".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=" background:white;font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background:white; font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight:normal;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;"&gt;Marcos Oliveira e Sérgio Souto, colunistas do MONITOR MERCANTIL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3&gt;&lt;span style="background: white;font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;font-size:100%;color:#666666;"&gt; ﻿ É curioso, mas a gente raramente vê na grande mídia falatório sobre as fraudes dos empresários grandalhões, assim como não se exibe os corruptores ao lado dos corrompidos - e, como qualquer rapazote sabe, no ritual da corrupção um não existe sem outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está claro que a corrupção é um cancro que se espalha sob formas variadas. Mas a amplitude de sua genealogia é restrita a alguns especialistas cujas revelações são confinadas no âmbito de alguns círculos intelectuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raymond Baker talvez tenha sido quem mais se aprofundou na devassa dos crimes de dilapidação do dinheiro público. Autor de O Calcanhar-de-Aquiles do Capitalismo: O Dinheiro Sujo e Como Reavivar o Sistema de Livre Mercado, ele hoje está á frente da Força-Tarefa sobre Integridade Financeira e Desenvolvimento Econômico, que reúne entidades da sociedade e cerca de 50 governos, ligados na investiga ção e análise do uso criminoso do dinheiro público e da sonegação institucionalizada.&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3&gt;&lt;span style="background:white; font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;font-size:100%;color:red;"&gt;Radiografia da grande corrupção&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3 style="margin-bottom:13.5pt"&gt;&lt;span style="background:white;font-weight:normal;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:100%;color:#666666;"&gt;Em outubro de 2005, Baker escreveu:&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"Ao longo das últimas quatro décadas, foi sendo aperfeiçoada uma estrutura que facilita as transações financeiras internacionais ilegais. Essa estrutura de "dinheiro sujo" consiste em paraísos fiscais, jurisdições sigilosas, cobrança de preços por transferências, empresas de fachada, fundações anônimas, contas secretas, solicitação de lucros obtidos de fontes ilegítimas, propinas e brechas remanescentes nas leis dos países ocidentais que encorajam a entrada de dinheiro criminoso e decorrente da sonegação de impostos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Apenas o esboço dessa estrutura já existia em 1960, por exemplo. Hoje, aproximadamente metade do comércio entre países envolve partes deste sistema, que frequentemente é usado para gerar, transferir e ocultar dinheiro ilegal.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Muitas multinacionais e bancos internacionais fazem uso rotineiro dessa estrutura, que funciona ignorando ou desviando-se das tarifas, dos impostos, das leis financeiras e da legislação contra a lavagem de dinheiro. O resultado é pura e simplesmente a legitimação da ilegalidade".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhando com base nos estudos de Raymond Aron, John Christensen, do Secretariado internacional da Rede pela Justiça Fiscal, observou:&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"A sonegação de impostos corrompe os sistemas fiscais do Estado moderno e solapa a capacidade de prover serviços exigidos por sua cidadania. Isso representa a forma mais alta de corrupção, pois priva diretamente a sociedade de recursos públicos legítimos. Entre os sonegadores estão instituições e indivíduos que desfrutam de posições sociais privilegiadas, porém se consideram uma elite separada da sociedade e rejeitam "quaisquer obrigações intrínsecas à cidadania numa sociedade normal" (Reich, 1992).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Esse grupo inclui indivíduos ricos e pessoas de renda alta, além de uma infra-estrutura de colarinho branco de banqueiros profissionais, advogados e contadores, acompanhados de uma infra-estrutura extraterritorial de paraísos fiscais com sistemas de governo, judiciários e autoridades regulatórias quase independentes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Portanto, esse tipo de corrupção envolve um conluio entre atores do setor privado e público que exploram seu status privilegiado para solapar os regimes fiscais nacionais".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da sonegação, esses estudiosos não se referem às empresas e às pessoas que são massacradas por um fisco insaciável, mas a quem mexe como muita grana, como os banqueiros, e pagam percentualmente muito menos do que pequenos e médios contribuintes pelas razões detectadas por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=" background:white;font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;color:red;"&gt;Os grandes vilões do dinheiro sujo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=" background:white;font-weight:normal;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:100%;color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que demonstrou Carlos Drummond, jornalista e professor da FACAMP:&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"Longe de ser atributo apenas de algumas pequenas corretoras, de distribuidoras d e valores obscuras, de escritórios de doleiros e de comerciantes e industriais isolados que se envolvem com sonegação, falsificações contábeis, contrabando, roubo de cargas, mercado negro e adulteração de produtos, a transgressão disseminou-se no mundo dos negócios a ponto de estar presente hoje em grande parte das transações entre empresas".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deu exemplo:&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"O quadro geral dos negócios denota um fenômeno profundo, como indicou um banqueiro paquistanês entrevistado por Baker: "Nós perdemos a distinção entre o que é legal e o que é ilegal. Ninguém odeia as pessoas que obtêm dinheiro através de meios ilegais. A sociedade não está agindo como uma coibidora".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E disse mais: "&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As evidências do problema são abundantes. Fraudes, roubos, práticas corruptas, irregularidades contábeis, reduções fictícias de valores de ativos, crimes tributários, conflitos de interesses e outras transgressões cometidas por ícones como Citigroup, J.P. Morgan Chase, Enron, WorldCom, Bank of America, Bankers Trust, Bank of New York, Bankers Trust, Halliburton, Global Crossing, Arthur Andersen e mais de uma centena de outras grandes empresas de renome mundial no passado recente provocaram perdas para milhões de contribuintes, consumidores, aposentados e pequenos acionistas, tudo noticiado amplamente pela imprensa. O restante da América coleciona exemplos semelhantes, tanto na área financeira como na indústria, no comércio e nos serviços".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=" background:white;font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=" background:white;font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=" background:white;font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;color:red;"&gt;Onde o dinheiro roubado faz falta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=" background:white;font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;font-size:100%;color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala no Brasil em corrupção, os cálculos de seus danos se limitam às patifarias dos políticos, o que por si já causa enormes  estragos, apesar de representarwm apenas 3% do banquete das fraudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio de 2010, O Decomtec (Departamento de Competitividade e Tecnologia) da Fiesp divulgou um estudo que deu uma dimensão dos pre juízos econômicos e sociais que a corrupção causa ao País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo dados de 2008, o custo médio anual da corrupção no Brasil gira em torno de R$ 41,5 bilhões a R$ 69,1 bilhões, o que representa de 1,38% a 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo também mostrou que, se o Brasil estivesse entre os países menos corruptos do mundo, a&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;"&gt;renda per capita&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;"&gt;do País entre 1990 e 2008 - que foi US$ 7.954 - subiria para US$ 9.184, aumento de 15,5% na média do período, ou o equivalente a 1,36% ao ano.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O levantamento ainda traz simulações de quanto a União poderia investir, em diversas áreas econômicas e sociais, caso a corrupção fosse menos elevada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight:normal;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;"&gt;Educação -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;O número de matriculados na rede pública do ensino fundamental saltaria de 34,5 milhões para 51 milhões de alunos. Um aumento de 47,%, que incluiria mais de 16 milhões de jovens e crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight:normal;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;"&gt;Saúde&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;- Nos hospitais públicos do SUS (Sistema Único de Saúde), a quantidade de leitos para internação, que hoje é de 367.397, poderia crescer 89%, que significariam 327.012 leitos a mais para os pacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight:normal;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;"&gt;Habitação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;- O número de moradias populares cresceria consideravelmente. A perspectiva do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) é atender 3.960.000 de famílias; sem a corrupção, outras 2.940.371 poderiam entrar nessa meta, ou seja, aumentaria 74,3%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight:normal;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;"&gt;Saneamento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;- A quantidade de domicílios atendidos, segundo a estimativa atual do PAC, é de 22.500.00. O serviço poderia crescer em 103,8%, somando mais 23.347.547 casas com esgotos. Isso diminuiria os riscos de saúde na população e a mortalidade infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight:normal;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;"&gt;Infraestrutura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;- Os 2.518 km de ferrovias, conforme as metas do PAC, seriam acrescidos de 13.230 km, aumento de 525% para escoamento de produção. Os portos também sentiriam a diferença, os 12 que o Brasil possui poderiam saltar para 184 , um incremento de 1537%. Além disso, o montante absorvido pela corrupção poderia ser utilizado para a construção de 277 novos aeroportos, um crescimento de 1383%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=" background:white;font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;color:black;"&gt;Esses cálculos, repito, só tratam das perdas no uso do dinheiro público. Imagine se tais estudos contabilizassem o ralo da sonegação apontado nas investigações de Raymond Baker.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="background:white; font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:Arial;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-7280785245383187056?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/7280785245383187056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=7280785245383187056' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/7280785245383187056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/7280785245383187056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/05/o-dinheiro-sujo-da-grande-corrupcao.html' title='O dinheiro sujo da grande corrupção - dele quase não se fala (por razões óbvias)'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-1967656910099966027</id><published>2011-05-16T07:10:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T12:03:09.276-07:00</updated><title type='text'>Tribunal de Haia e a cretinice seletiva do grande capital</title><content type='html'>&lt;h2&gt;Tribunal de Haia e a cretinice seletiva do grande capital&lt;/h2&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;por &lt;a href="http://www.facebook.com/miltontemer"&gt;Milton Temer&lt;/a&gt;, segunda, 16 de maio de 2011 às 10:52 &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;[&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Facebook&lt;/b&gt;]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;Anunciado,hoje. O promotor do Tribunal de Haia - certamente um espanhol franquista - apresentou denúncia e pediu a prisão de Muamar Kadafi, por crimes contra a população civil. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt; Pedir prisão de Kadafi? Nada contra. Mas por que só para ele? E o ministro do interior do Egito, já denunciado em seu próprio país pelos mesmos fatos criminosos contra a população civil? E os ditadores da Arábia Saudita, do yemen e do Bahrein, que estabeleceram uma sinistra sinergia na forma de reprimir,até com assassinatos, manifestações de protesto? E os "apóstolos" da legalidade da tortura em Guantánamo? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;Bizarro, os Estados Unidos  sequer reconhecem o Tribunal de Haia. Mas seus membros não tomam nenhuma medida que não seja do estrito interesse do Departamento de Estado. E que são tomadas por seus esbirros europeus, em permanente cumplicidade sabuja. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;Naomi Klein em sua reflexão sobre a "Doutrina do Choque é quem explica de forma notável a cretinice diplomática e judicial, que o grande capital globalizado impõe como verdade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;Com o objetivo claro de substituir ordens econômicas que ferem os interesses de suas grandes corporações, pelo modelo único criado a partir da hegemonia das teorias de  Frederick Hayeck e Milton Friedman na aplicação do capitalismo sem peias, os predadores têm armas livres para impor, um "recomeço". E que recomeço é esse? É o da privatização do que era público; o das restrições drásticas nos investimentos sociais e o arrocho sobre direitos do mundo do trabalho sobre o do capital. É a radicalização da idéia de que, para impor absoluta libertinagem na garantia dos privilégios do capital, qualquer trauma violento -- social ou natural -- é um instrumento a utilizar, e não a lamentar. Prova concreta de que a chamada democracia liberal é uma consumada cretinice, por absoluta incompatibilidade entre democracia e liberalismo econômico no mundo em que vivemos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;Voltando ao primeiro parágrafo; a seleção de alvos desse famigerado Tribunal, que mais se parece com cortes punitivas de regimes autoritários do que com o Tribunal de Nuremberg, é uma boa ilustração do que preconiza a teoria formulada por Neomi Klein.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="tab-stops:324.0pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:red;"&gt;___&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-1967656910099966027?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/1967656910099966027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=1967656910099966027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/1967656910099966027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/1967656910099966027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/05/tribunal-de-haia-e-cretinice-seletiva.html' title='Tribunal de Haia e a cretinice seletiva do grande capital'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-1772595870195571058</id><published>2011-03-29T05:08:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T05:09:49.240-07:00</updated><title type='text'>Cortando o povo</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 21.2pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;Publicado em&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;A Nova Democracia&lt;/i&gt;, nº 75 – março de 2011&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 21.2pt 11.25pt 1cm; text-align: right; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;21.02.2011  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;– &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;Adriano Benayon *&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 21.2pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;Agora uma presidente. Muda alguma coisa importante no Brasil? Nada. &lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;A Sra. Dilma já mostrou a que veio. Fez elevar as taxas de juros e sinaliza mais privatizações. Determina cortes no orçamento federal, para pagar mais juros da dívida pública, cujo “serviço” (juros e amortizações) é privilegiado no Orçamento através de dispositivo inserido, fraudulentamente, na Constituição de 1988.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 21.2pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;2. Assim, de 1989 a 2010, o País já atirou pelo ralo&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;6 trilhões de reais&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;(em valores monetários atualizados). &lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;Alguém já imaginou o que é isso? São doze zeros antes da vírgula:&lt;b&gt;R$ 6.000.000.000.000,00.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;3. Como sempre, difunde-se aos quatro ventos a mentira surrada, de que os juros são mantidos altos e, ainda por cima, aumentados, porque isso faria conter a inflação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.2pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;4. Já expliquei, em muitos artigos, por que a elevação dos juros resulta em maior, e não, menor inflação. Além disso, os juros altos agravam os defeitos estruturais da economia. Para mostrar isso mais uma vez, está sendo republicado um artigo de 2008.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;5. Quando é que se vai deixar de tentar fugir à realidade? Fugir mesmo é &lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;impossível, e quem tenta só faz se alienar. Aí vão juntas a alienação política e a alienação mental, característica da demência. Justamente por isso todo o sistema de formação de opinião no Brasil, operado pela grande mídia (TV, jornalões, revistas de todo tipo etc.), funciona, sem parar, a fim de tornar dementes os brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;6. Desse modo, os concentradores do poder financeiro mundial garantem seus objetivos: fazer do Brasil cada vez mais uma estupenda zona livre de extração de recursos naturais, dependente de tecnologias controladas por empresas estrangeiras. E cada vez mais indefeso, sob todos os aspectos: cultural, econômico, político e militar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;7. Leonel Brizola dizia, à época dos governos militares, que a função destes era segurar a vaca (figuradamente o Brasil), para as empresas multinacionais extraírem o leite dela.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;8. Após a grande ilusão das “diretas-já”, o poder econômico concentrador, que tem regido as instituições políticas no Brasil, aperfeiçoou o mecanismo: em vez de controlar a vaca à força, passou a hipnotizá-la, especialmente com a desinformação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;9. Com isso e com a corrupção de atacado, e as eleições movidas a grana, além de pela mídia, a oligarquia imperial pôs a seu serviço os presidentes eleitos “democraticamente”. Collor e FHC superaram os recordes brasileiro e mundial de entrega do patrimônio nacional, fazendo ademais o País pagar – e pagar muitíssimo – para entregá-lo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;10. Os últimos oito anos e o início de 2011 confirmam, mais uma vez, a&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt; continuidade do processo de destruição do Brasil e que esse processo é planejado. FHC foi recrutado aí por 1969/1970, com vultosa doação de fundação norte-americana ao “centro de estudos” dele. Lula e o PT surgiram de maquinações durante a “transição” no início dos anos 80, dirigidas por serviços secretos estrangeiros.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;11. Ora, o desenvolvimento dos desequilíbrios está assegurado não só pela estrutura econômica, praticamente toda nas mãos de transnacionais, como pela dinâmica da dívida. Aquela estrutura leva inexoravelmente a déficits nas transações correntes com o exterior, cujo financiamento acumulado é a fonte da dívida externa&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;12. Quando esta não cresce, é a dívida interna que vai para as nuvens, realimentada pelos juros mais altos do mundo pagos pelos títulos públicos brasileiros, sem qualquer razão que o justifique.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Daí resultou a cifra apontada no início deste artigo, superior a 6 trilhões de reais.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;13. Outra fonte de atraso para o País decorre do baixíssimo nível quantitativo e qualitativo do investimento público. Fala-se muito do crescimento da economia chinesa, mas poucas vezes lembra-se que o governo chinês investe anualmente o equivalente a quase 20% do PIB, enquanto, no Brasil, o governo federal não investe mais que 1% do PIB.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;14. Se o investimento público já tem sido miserável, e isso há mais de trinta anos, que faz o governo que se diz dos trabalhadores? Corta inclusive o já pífio investimento, além de outros gastos. A tesourada noticiada, da ordem de&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt; R$ 50 bilhões,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;seria para “reverter a aceleração da inflação este ano”,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;segundo os enganadores ministeriais, repetidos pelos jornalões.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;15. Radicalizando&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;também a perda qualitativa, os cortes atingem a educação básica, a reestruturação das redes de ensino profissional e as pesquisas em ciência e tecnologia, ademais de unidades especializadas em saúde.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;16. Também, como se o Brasil já não estivesse à mercê da IV Frota dos EUA, trafegando à vontade diante de nossas costas, e das bases militares dos EUA disseminadas por toda a América do Sul, a proposta orçamentária retira recursos de programas de defesa, inclusive os de positivo impacto tecnológico para a indústria, como a construção&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;do submarino de propulsão nuclear. Essa construção já teria sido concluída há mais de vinte anos, não fosse a continuidade da política entreguista.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 14.1pt 11.25pt 1cm; text-align: justify; background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 36.9pt 10pt 27pt; text-align: justify; line-height: 11.55pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt; font-family: Verdana; color: rgb(0, 32, 96);"&gt;* Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;“Globalização versus Desenvolvimento”,&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;editora Escrituras.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:abenayon@brturbo.com.br"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 32, 96);"&gt;abenayon@brturbo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-1772595870195571058?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/1772595870195571058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=1772595870195571058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/1772595870195571058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/1772595870195571058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/03/cortando-o-povo.html' title='Cortando o povo'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-6074528089434694519</id><published>2011-03-29T05:01:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T05:18:50.971-07:00</updated><title type='text'>Juros altos e a falsa desculpa</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:13.5pt;color:blue;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:13.5pt;color:black;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;26.07.2008 – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Adriano Benayon&lt;/span&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:blue;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:black;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;Na última 4ª feira foi, mais uma vez, elevada a taxa básica de juros (SELIC), aplicada em títulos públicos, agora para 13% aa. Os pontos percentuais das demais taxas de juros equivalem a múltiplos da SELIC que podem ser até mais de 6, como ocorre com alguns empréstimos a pessoas físicas a 9% ao mês, ou seja, mais de 180% aa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;No mesmo dia fui entrevistado, em Brasília, por uma emissora de televisão, a Rede TV, horas antes da decisão pelo novo aumento. Em certa altura, a repórter referiu-se à tradicional desculpa do Banco Central e da maioria dos formadores de opinião, segundo a qual o aumento da taxa seria necessário, por causa da inflação em alta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;Respondi que o aumento das taxas de juros tem mais efeito para fazer subir os preços do que para diminuí-los. Para começar, os juros são um componente dos custos de produção. Assim, juros mais altos resultam em custos mais altos e preços também mais altos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;Somente a curto prazo, o aumento de juros poderia conter um pouco a inflação, ao desencorajar os consumidores de comprar a crédito, o que faria diminuir a quantidade procurada de bens e serviços. Mas nem isso é certo, uma vez que os preços são, em geral, determinados em mercados de escassa concorrência, por ser a economia muito oligopolizada e cartelizada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;Os juros no Brasil têm sido sempre absurdamente onerosos, e há anos, o País detém o triste título de ter as taxas de juros mais altas do Mundo. Elas inibem os investimentos. Consequentemente, a produção, e, portanto, a oferta. Com esta em declínio, a tendência dos preços é subir. Os investimentos são desestimulados não só porque o capital para investir fica mais caro, mas também porque os produtores vêem possibilidades menores no mercado em face da repressão ao consumo sinalizada pelo aumento dos juros. Ninguém investe para produzir e depois não vender.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;Ademais, os descomunais juros do mercado financeiro brasileiro atraem capitais estrangeiros especulativos, que se cevam na dívida mobiliária interna e em títulos privados e seus derivados, para transferir anualmente centenas de bilhões de reais para o exterior.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;Enquanto prevalecem os ingressos sobre as saídas de capital, o real acumula valorização mais que excessiva. Assim, as empresas brasileiras ficam em ainda piores condições de competir nos mercados externos. Ademais, como elas não têm acesso a dinheiro a juros módicos praticados no exterior, são ainda mais inviabilizadas, até no mercado interno, dominado por subsidiárias de empresas transnacionais. Estas, ademais de desfrutarem de subsídios governamentais, podem captar no exterior o pouco capital de que necessitam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;Em suma, são imensos e duradouros os malefícios à economia da política de juros altos, pois, além de causarem inflação, colocam a produção em nível cada vez mais baixo. Na continuação, os resultados são desastrosos: 1) renda real em queda; 2) elevação dos preços de bens e serviços; 3) desemprego em aumento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;À pergunta de por que, então, as taxas de juros vêm sendo elevadas, apontei que isso decorre de prevalecerem na política as decisões dos grupos mais poderosos. A sociedade difusa, o grosso da população, obviamente não faz parte desses grupos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;Procurei transmitir essas noções de forma clara, embora escolhendo as palavras com muito cuidado, para evitar que a natural contundência que o assunto requer não assustasse os responsáveis pelo noticiário da tal TV.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;Ele é transmitido a partir das 21 horas. Cerca de 50 minutos de sua duração foram gastos em assuntos como treinamento de policiais, explorando o pavor dos telespectadores com a segurança, e “fatos diversos”, como o menino que mordeu o cachorro, o chipanzé que se agitava no teto de um prédio e coisas do gênero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;Quando o programa entrou na taxa de juros, o apresentador leu a notícia em alguns segundos e, por tempo ainda mais breve, apareceu a repórter dizendo que alguns especialistas discordam. Daí surgiu a minha imagem num trecho de menos de 10 segundos, pinçado do contexto em que eu mencionava o desestímulo aos investimentos decorrentes da alta dos juros. Não creio que os telespectadores tenham podido captar alguma informação nesse flash relâmpago.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;Já conhecia a censura da grande mídia a qualquer contestação às mistificações da política econômica, encobridoras de incomensuráveis prejuízos à sociedade. Aceitei dar a entrevista só para experimentar mais uma TV. Esta, pelo visto, embora relativamente obscura, não abre qualquer brecha à informação. Ou seja, concessionárias dos “serviços de comunicação” infringem as condições legais que regem suas concessões.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:blue;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:blue;"  &gt;* - Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"  style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;“Globalização versus Desenvolvimento”,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:blue;"  &gt;editora Escrituras.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"  style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:blue;"  &gt;&lt;a href="mailto:benayon@terra.com.br" target="_blank"&gt;benayon@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:blue;"  &gt;&lt;a href="mailto:benayon@terra.com.br" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:blue;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 36.9pt 0.0001pt 27pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:blue;"  &gt;PS –&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"  style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;Atualização em fevereiro de 2011: desde a mencionada entrevista na Rede-TV em julho de 2008, o autor não foi mais convidado por essa nem por outras emissoras comerciais de TV a dar qualquer entrevista.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-6074528089434694519?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/6074528089434694519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=6074528089434694519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/6074528089434694519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/6074528089434694519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/03/juros-altos-e-falsa-desculpa.html' title='Juros altos e a falsa desculpa'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-3136383547208985890</id><published>2011-03-06T05:29:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T05:36:25.267-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt"&gt;CARTA EM DEFESA DA FLORESTA AMAZÔNICA PELA NÃO CONSTRUÇÃO DA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;por &lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100000192725255"&gt;Cristina Terra Sotto Mayor&lt;/a&gt;, sábado, 5 de março de 2011 às 16:07&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;o:p&gt; [Recolhido no Facebook em 6 de março de 2011.]&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;___________________&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Belo Monte é o projeto de construção da usina hidrelétrica previsto para ser implementado em um trecho de 100 quilômetros na Floresta Amazônica. Sua potência instalada será de 11.233 MW, o que fará dela a maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira. O lago da usina terá uma área de 516 km2.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A previsão é que, quando concluída, a Usina será a terceira maior hidrelétrica do Mundo, atrás apenas da chinesa “Três Gargantas” e da binacional “Itaipu” com 11,2 mil MW de potência instalada. Seu custo é estimado hoje em R$ 30 bilhões de reais. A energia assegurada pela usina terá a capacidade de abastecimento de uma região de 26 milhões de habitantes, com perfil de consumo elevado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Argumentação Pró-construção:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma das grandes vantagens da usina de Belo Monte, de acordo com o Governo Brasileiro, é o preço competitivo da energia produzida. O Governo afirma que o preço da energia de Belo Monte é pouco mais que a metade do preço da energia produzida em uma usina termelétrica, por exemplo, com a vantagem de ser uma fonte de energia renovável. Além disso, a construção de Belo Monte deve gerar 18 mil empregos diretos e 23 mil indiretos e deve ajudar a suprir a demanda por energia do Brasil nos próximos anos, ao produzir eletricidade para suprir 26 milhões de pessoas com perfil de consumo elevado.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Argumentação Contra a construção:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os argumentos do Governo Brasileiro desconsideram aspectos importantes, tais como a prioridade para maximizar a eficiência energética nos sistemas de geração (incluindo o aumento da potência das hidrelétricas já construídas), de transmissão e de consumo; pois só o desperdício de energia nos sistemas de transmissão no Brasil é de cerca de 20 gigawatts, ou seja, é equivalente à produção de energia de cinco usinas do porte de Belo Monte. E que os impactos sociais e ambientais estão sub dimensionados, além de muitos que são negados, desconsiderando informações científicas. Tais impactos ignorados no planejamento da hidrelétrica de Belo Monte envolvem graves ameaças à biodiversidade da Floresta Amazônica, além das emissões de metano, que é um poderoso gás de efeito estufa, que é pelo menos 23 vezes mais potente que o CO2.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Estado Brasileiro usa de forte aparato policial repressivo nas audiências públicas, o que acaba por inibir a participação efetiva da sociedade civil. Existe ampla documentação das inúmeras ocasiões em que denúncias, apelos e demandas dos povos indígenas e dos movimentos sociais as quais tem sido, simplesmente, ignoradas pelo Governo Brasileiro. Bem como análises e recomendações de renomados especialistas, que subsidiam a decisão de não construção da hidrelétrica de Belo Monte; as quais estão sendo menosprezadas e desconsideradas. O Governo Brasileiro manipula a opinião pública usando a propaganda oficial do Governo nos grandes meios de comunicação, disseminando informações distorcidas e enganosas sobre os verdadeiros impactos da obra.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Persistem enormes incertezas sobre os custos de construção da hidrelétrica de Belo Monte, que subiram de 19 para 25 bilhões de reais desde o leilão e já estão na casa dos 30 bilhões, mas que se prevê que ultrapassem este valor, e o Governo Brasileiro não é capaz de prever o real custo da obra.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Outro grave problema referente à viabilidade econômica de Belo Monte é a sua reduzida capacidade de geração de energia (média de 4.420 MW) em relação à capacidade instalada de 11.233 MW (ou seja, 39% da capacidade instalada), em função da elevada sazonalidade da Floresta Amazônica, que tende a agravar-se no atual cenário de mudanças climáticas.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As diversas e graves ilegalidades constatadas no processo de licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte já geraram dez ações ajuizadas pelo Ministério Público Federal, o qual vem sofrendo fortes pressões do Governo Brasileiro, que tem adotado práticas de intimidação de procuradores da república e juízes federais que tem questionado violações de direitos humanos e outras ilegalidades no projeto de construção de Belo Monte. &lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De forma semelhante o Governo Brasileiro têm adotado práticas de intimidação e até de “demonização” de povos indígenas, movimentos sociais e outras entidades sociais que se opõem à violência estatal para a implantação de mega barragens ilegais e destrutivas na Floresta Amazônica como é o caso de Belo Monte, ferindo o Estado de Democrático e de Direito e se configurando em Ditadura.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O resultado dessa prática ditatorial tem sido a sanção de violações de direitos individuais e coletivos das populações ameaçadas pela implantação de Belo Monte, violando todos os tratados internacionais de direitos humanos e de direitos indígenas dos quais o Estado Brasileiro é signatário, bem como gravíssimas violações à Convenção da Biodiversidade.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por que o Mundo deve se envolver neste assunto ?&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É muito alto o preço que o Planeta vai pagar em termos de mudanças climáticas e perda irreversível de biodiversidade para a construção das grandes hidrelétricas que estão sendo implantadas na Floresta Amazônica, sendo Belo Monte a mais devastadora ao formar um lago artificial de 516 km2. Haverá degradação&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;irreversível da Floresta Amazônica, bem como gravíssimas violações de direitos humanos chegando ao nível de crimes lesa-humanidade contra indígenas isolados (que são de centenas a milhares; e o Governo Brasileiro ignora o número de indígenas isolados que existe na Região). E a destruição da Floresta Amazônica pelo Governo Brasileiro se faz em detrimento dos direitos humanos das presentes e futuras gerações do Planeta.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E quem se beneficia desta eletricidade gerada com tão inaceitáveis impactos?&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A quase totalidade da energia das novas hidrelétricas previstas e que já estão sendo instaladas na Floresta Amazônica será destinada a grandes indústrias eletro-intensivas que beneficiam e exportam alumínio e minério de ferro com baixo valor agregado, gerando pouquíssimos empregos, ou seja, a energia gerada não é para atender as populações mais pobres, como afirma o discurso oficial do Governo Brasileiro.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A relação criminosa entre as grandes empreiteiras e o Governo Brasileiro é a única justificativa para construir esta enorme quantidade de hidrelétricas dentro da Floresta Amazônica, além de impedir as oportunidades para se colocar em prática a política energética sustentável e estratégias de desenvolvimento voltadas para os desafios do século 21, pautadas na eficiência energética e no uso responsável de energia.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A implantação destas hidrelétricas na Floresta Amazônica está muito acima da capacidade de suporte da Floresta Amazônica, e significam a destruição da Floresta Amazônica em menos de 50 anos.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O que você pode fazer para salvar a Floresta Amazônica?&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Envie e-mails e/ou procure o diplomata brasileiro na Embaixada do Brasil de seu País pedindo a não construção da hidrelétrica Belo Monte e a paralisação da construção das demais novas hidrelétricas na Floresta Amazônica, que é patrimônio da Humanidade e não da indústria de barragens hidrelétricas do Brasil. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-3136383547208985890?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/3136383547208985890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=3136383547208985890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3136383547208985890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3136383547208985890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2011/03/carta-em-defesa-da-floresta-amazonica.html' title=''/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-3380714573764309726</id><published>2010-08-20T09:56:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T09:57:48.696-07:00</updated><title type='text'>PDT com Sérgio Cabral:  o brizolismo no fundo do poço (1)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; font-family:Verdana;color:black"&gt;PDT com Sérgio Cabral: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; font-family:Verdana;color:black"&gt;o brizolismo no fundo do poço (1)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:24.0pt; font-family:Verdana;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:black; font-weight:normal;mso-bidi-font-weight:bold"&gt;Lupi age como empresário à beira da falência: a empresa sucumbe, mas ele se garante pessoalmente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;;color:black;mso-bidi-font-weight:bold"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; color:black"&gt;Pedro Porfírio &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;;color:black;mso-bidi-font-weight: bold"&gt;[recebido por e-mail em &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;;mso-bidi-font-weight: bold"&gt;Sun, Jun 27, 2010 at 1:23 PM]&lt;span style="color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; color:black"&gt;"Em um desses momentos em que as traições castigavam o PDT, Brizola desabafou com Neiva Moreira, então líder da bancada na Câmara: "Qualquer dia desses, eu fecho esse partido e vou fundar um Movimento Nacional de Libertação. Os políticos nunca vão criar vergonha!"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt; font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;;color:black"&gt;Do livro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt; font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;;color:black"&gt;El caudilho Leonel Brizola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; color:black"&gt;, de FC Leite Filho (Assessor da bancada federal do PDT)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;font-family:Verdana; color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt; font-family:Verdana;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt; font-family:Verdana;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt; font-family:Verdana;color:black"&gt;Vejo Brizola muito mais com espelho dos sentimentos populares do que como um líder indiscutível. Desde a resistência ao primeiro golpe em 1961, que o pôs o Rio Grande em armas e garantiu a posse de João Goulart, desde as emblemáticas nacionalizações dos trustes de energia e telefonia, ele passou a incorporar as expectativas de mudança social e afirmação da soberania nacional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt; font-family:Verdana;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Essa referência o transformou num mito, para uns, e num estorvo, num inimigo público para as elites. Ele, mais do que ninguém, passou a ser o divisor de opiniões.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Quando veio a ordem para os militares voltarem às suas atividades constitucionais, o general Golbery do Couto e Silva, articulador do golpe de 64 através do IPES e homem forte da ditadura, tratou de barrar o passos de Brizola, de impedir que voltasse com possibilidades de assumir a Presidência, como aconteceu com outros líderes exilados, como Mário Soares, em Portugal, Papandreou na Grécia, e, mais recentemente, Nelson Mandela, que se tornou presidente da África do Sul depois de 28 anos de cárcere.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:Verdana; color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:Verdana;color:red"&gt;Mortes suspeitas e fabricação de Lula&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt; font-family:Verdana;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Qualquer um poderia aspirar ao comando do país, menos Leonel Brizola, imaginado pelo sistema como alguém sem freios, capaz de levar seu discurso nacionalista a consequências imprevisíveis. Tratava-se, em todos os códigos do poder, de uma ameaça tão perigosa que até a sua posse na inesperada vitória para o governo do Estado do Rio, em 1982, foi objeto de uma conspiração militar, isso depois da utilização dos computadores da Proconsult para desviar seus votos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Todo mundo sabe que Lula foi inflado no contexto dessa rejeição sistêmica. Feito sindicalista somente porque o irmão - o Frei Chico (filiado ao PCB) - se achava inseguro para ser do conselho fiscal do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, na chapa de Paulo Vidal, abençoada pela ditadura,&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;Lula logo caiu nas graças do IADESIL, a "ONG" montada com a ajuda da CIA para fabricar, subornar e cooptar os líderes sindicais no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Lula não teria existido se não fosse pela necessidade de se ter um projeto "novo", capaz de evitar um outro "queremismo", como o que levou Getúlio de volta à Presidência em 1950.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;No período entre agosto de 1976 e maio de 1977, o sistema já havia se livrado de três grandes líderes de envergadura nacional, que se aproximaram em 1966 através de uma&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;frente ampla&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;: JK foi "acidentado" em 22 de agosto de 1976, já aos 74 anos; Jango, envenenado na província de Corrientes, Argentina, em 6 de dezembro do mesmo ano, quando tinha pouco mais de 57 anos, e Carlos Lacerda, cassado em 1968 pelos golpistas que ajudou a alçar e em 1964, morreu em 21 de maio de 1977, depois de ser internado numa clínica com "uma gripe forte", um mês depois de completar 63 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Brizola escapou por duas razões: primeiro, porque era mais atento; segundo, porque o sistema precisava de um bode expiatório capaz de unir "o outro lado". Mesmo anistiado, ele foi monitorado regularmente pelo SNI e sucedâneos, inclusive quando já se fizera governador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:Verdana; color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:Verdana;color:red"&gt;Brizola quase ficou sem partido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt; font-family:Verdana;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;O golpe mais certeiro do general Golbery foi tomar-lhe o PTB, entregando-o a Cândida Ivete Vargas Tatsch, uma cúmplice que tinha algum grau de parentesco com Getúlio. Convencido de que não teria futuro na velha sigla, Brizola correu contra o tempo e fundou o PDT, conseguindo a surpreendente proeza de ser eleito governador do RJ, á frente de um verdadeiro "exército brancaleone" de excluídos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;No seu primeiro governo, procurou a linha do entendimento. No primeiro ano, tinha almoços regulares com Roberto Marinho, que viria a ser seu principal algoz em função de desentendimentos atribuídos pelo caudilho à sua disposição de implementar o projeto do ensino de tempo integral, os CIEPs, e de garantir os direitos constitucionais das populações das favelas, assegurando-lhes a possibilidade da posse dos seus barracos, através do programa "cada família, um lote".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Apesar de ter feito corrosivos acordos com velhos corruptos na Assembléia Legislativa,e de ter mais tarde se manifestado contra a CPI do Collor&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;(o que lhe valeu um massacre por parte do PT - a divulgação de uma declaração sua infeliz na campanha de Lula em 1994 causou mais danos do que toda a campanha da Globo)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;, Brizola permaneceu inserido no inconsciente coletivo e no index do sistema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:Verdana; color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:Verdana;color:red"&gt;Sérgio Cabral sempre quis ser o anti-Brizola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt;font-family:Verdana;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Sérgio Cabral Filho era um pirralho de talento que queria ser político. Em 1986, não se elegeu deputado estadual, mas já fazia questão de se apresentar como o anti-Brizola. Eleito Moreira Franco com a fraude do&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;Plano Cruzado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;, Cabral Filho foi ser diretor de Operações da Turisrio. Em 1990, conseguiu seu primeiro mandato pelo PMDB com 12 mil votos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Já no PSDB, disputou a eleição para prefeito do Rio de Janeiro com um slogan que estava em sintonia com seu discurso antibrizolista:&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;"Quero ser um novo Marcello sem o Brizola para atrapalhar".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Foi mal, mas em 1994, já trabalhando o segmento da terceira idade, teve uma votação expressiva para deputado estadual. Com a eleição de Marcello Alencar para governador, pelo PSDB, tornou-se presidente da Assembléia Legislativa e&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;articulou com todo o seu poder de pressão a rejeição das contas do então governador Brizola, com o que o caudilho ficaria inelegível, para o que contou com a ajuda do PT, especialmente de Carlos Minc.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Brizola sobreviveu por um voto, graças a uma atitude digna do deputado petista Neirobis Nagae (hoje fora da política) e do então prefeito Cesar Maia, que mandou os deputados do PFL saírem fora do complô que imobilizaria o velho por 8 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Valeu lembrar que Leonel de Moura Brizola morreu também em circunstâncias estranhas, ao seu internado num hospital em obras, no dia 21 de junho de 2004, 24 horas de uma reunião com Garotinho, que fora convencê-lo a disputar com seu apoio a eleição para prefeito, no lugar de Luiz Paulo Conde.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:Verdana; color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;font-family:Verdana;color:red"&gt;Governo campeão na caça aos jovens pobres&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt;font-family:Verdana;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Em seu governo, Cabral Filho estimulou a matança de jovens suspeitos das favelas e conjuntos populares, começou a murar e transformar em gueto onze favelas da Zona Sul (incluindo a Rocinha, que agora corteja), esvaziou as escolas de tempo integral, dedicou-se à terceirização da saúde através das "OS" e dedicou-se de corpo e alma aos interesses das elites, especialmente ao do triilionário-relâmpago Eike Batista, para quem desapropriou as terras de 6 mil famílias de lavradores no futuro Porto de Açu, em São João da Barra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Para culminar, Sérgio Cabral demoliu o memorial a Brizola, que a governadora Rosinha mandara construir no final da Av. Presidente Vargas, atitude que mereceu críticas chorosas do deputado-neto do caudilho, agora aliado incondicional de Cabral.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;Em suma, ninguém encarnou com tanta exuberância o antibrizolismo, no que o brizolismo tinha de mais saudável, ninguém agiu tanto contra o povo pobre como esse governador, a quem não se pode atribuir nenhum mérito administrativo. E cuja maior bandeira é a PRIVATIZAÇÃO DO AEROPORTO DO GALEÃO.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Pois, preocupado tão somente em garantir o controle do Ministério do Trabalho e das verbas do FAT,  Carlos Roberto Lupi, uma espécie de produto da depressão pessoal do caudilho,  carreirista sem voto e sem escúpulos, convocou a convenção regional do PDT para o dia do jogo do Brasil contra Portugal.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Na mesma hora em que a nação estava acompanhando o jogo mais chocho da Copa, o ministro do Trabalhoi valia-se do seu poder que o cargo oferecia para sacramentar a adesão ao mauricinho das elites, isto porque o diretório regional foi "eleito" em chapa única, graças à cassação da chapa adversária.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Com essa desastrosa adesão, o ministro pode sonhar em continuar no cargo se Dilma ganhar, mas, em conpensação,  vai ajudar a enterrar o partido que um dia foi a maior força do Estado. Voltarei ao obtuário do PDT chapa branca, que, inteiramente dopado pelas migalhas do poder,  está indo para o fundo do poço.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-3380714573764309726?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/3380714573764309726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=3380714573764309726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3380714573764309726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3380714573764309726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2010/08/pdt-com-sergio-cabral-o-brizolismo-no.html' title='PDT com Sérgio Cabral:  o brizolismo no fundo do poço (1)'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-8930057549638989528</id><published>2010-07-11T00:38:00.000-07:00</published><updated>2010-07-11T00:40:58.686-07:00</updated><title type='text'>ONDE ESTÃO OS AMBIENTALISTAS?</title><content type='html'>&lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000080;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: -webkit-xxx-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;Adriano Benayon&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;* - 17 de junho de 2010&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:6.5pt;color:navy;"&gt;Publicado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Verdana;font-size:6.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:6.5pt;color:navy;"&gt;em&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Verdana;font-size:6.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:6.5pt;color:navy;"&gt;A Nova Democracia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Verdana;font-size:6.5pt;color:navy;"&gt;, nº 67 – julho 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;Que fazem as ONGS ambientalistas diante do vazamento de petróleo no Golfo do México, causado pela British Petrol (BP) – o &lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;que já mostra ser o maior desastre ambiental de toda a história?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;Simplesmente, nada. Mantém silêncio. Omitem-se por completo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;Por que? Porque são pagas pela oligarquia financeira mundial para ajudar a pôr grandes espaços territoriais, dotados dos mais valiosos minerais estratégicos, sob controle da família real britânica e outros expoentes dessa oligarquia, além de obstaculizar projetos necessários ao desenvolvimento do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;Entre os grandes acionistas da BP está exatamente a família real britânica, a qual lidera a intervenção no Brasil a pretexto de meio ambiente e de direitos indígenas;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;Quem não conhece o espalhafato com que costumam agir, no Brasil e em outros países, as ONGs “ambientalistas”, Greenpeace e WWF (Fundo Mundial para a Natureza)?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;Umas das principais finalidades dessas ONGs é tirar a atenção do público dos verdadeiros destruidores do meio-ambiente, e os maiores desses destruidores são as companhias de petróleo, notadamente as mega-transnacionais anglo-estadunidenses, a saber Exxon-Mobil e Chevron-Texaco (EUA); British Petrol (BP) e Shell (britânicas).&lt;/span&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;Estas financiam e sustentam aquelas ONGS do “meio-ambiente”. Aí está mais uma das infinitamente numerosas fraudes que pratica a oligarquia mundial.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;Observações:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;1.“Acredito que a investigação independente mostrará que esta tragédia poderia ter sido evitada”.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;Essa declaração é do diretor-executivo da Chevron, John Watson.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;2. As TVs deram destaque em seus noticiários à reunião de Obama com executivos da BP (16.06.2010) e a uma anunciada ajuda desta, de US$ 20 bilhões, para vítimas (norte-americanas) da insólita calamidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;Conclusão:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;Especialistas estimam em 18 meses o tempo em que o vazamento terá comprometido boa parte dos oceanos, acabando com o plâncton, responsável por 70% da produção do oxigênio planetário. O que está em risco, portanto, é a sobrevivência da humanidade e de outras espécies. Cabe, portanto, perguntar:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:black;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;1) A questão se limita a indenizar vítimas norte-americanas diretamente atingidas?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;2) Por que o governo dos EUA não tratou nem trata o assunto como questão de Estado, intervindo diretamente nas causas da continuação do desastre e mobilizando os recursos técnicos e materiais de que dispõe para estancar a contaminação dos oceanos, em vez de deixar as coisas (e a propriedade) com a BP?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:0cm;margin-right:36.9pt;margin-bottom:0cm;margin-left: 27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-size:13.5pt;color:navy;"&gt;3) Por que os governos dos demais países ainda não exigiram essas medidas do governo norte-americano, nem fizeram questão de tomar parte nelas, uma vez que a catástrofe produz efeitos em todo o Mundo?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-8930057549638989528?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/8930057549638989528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=8930057549638989528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/8930057549638989528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/8930057549638989528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2010/07/onde-estao-os-ambientalistas.html' title='ONDE ESTÃO OS AMBIENTALISTAS?'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-2493471596206159965</id><published>2009-07-27T14:00:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T14:13:59.478-07:00</updated><title type='text'>No Congresso, quem traiu o País?</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px; "&gt;Autoria da emenda que pode transformar áreas indígenas em países independentes ainda é um mistério&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Carlos Newton&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;font-family: Verdana"&gt;Tribuna da Imprensa&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;font-family:Verdana"&gt;, 09 de junho de 2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;No Congresso Nacional, sabe-se que, na legislatura passada, pelo menos um ou dois parlamentares cometeram crime de lesa-pátria, ao introduzir na reforma do Judiciário dois dispositivos à Constituição, abrindo a possibilidade de que as 216 áreas indígenas já reconhecidas se transformem em países independentes, com fronteiras fechadas, leis e governos próprios, pois até mesmo as Forças Armadas brasileiras ficariam impedidas de ter acesso a esses territórios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;A trama consistiu na criação dos parágrafos 3º e 4º ao artigo 5º da Constituição. Esses dispositivos foram ardilosamente inseridos entre as centenas de emendas da Reforma do Judiciário, que tramitou durante anos e foi aprovada pelo Congresso em 2004. Assim, em meio às demais emendas da reforma do Judiciário, a anexação desses parágrafos ao texto constitucional acabou passando despercebida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;O parágrafo 3º determina que "os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais". Já o parágrafo 4º estabelece que "o Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;Declaração &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Com a vigência desses dispositivos constitucionais, a possibilidade de independência das áreas indígenas se tornou concreta em setembro de 2007, &lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF6666;"&gt;quando a delegação brasileira nas Nações Unidas &lt;b&gt;votou a favor&lt;/b&gt; da aprovação da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, enquanto Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia &lt;b&gt;se posicionavam contra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; e outros 11 países preferiam se abster - Rússia, Colômbia, Azerbaijão, Bangladesh, Butão, Burundi, Georgia, Quênia, Nigéria, Samoa e Ucrânia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;"O Brasil sempre foi contrário aos termos dessa Declaração e nossa delegação na ONU sofreu enorme pressão, especialmente dos países europeus, liderados pela França. As ONGs também pressionaram, levando muitos índios para as reuniões da ONU, entre eles o neto do célebre cacique Raoni", revela o advogado Celso Serra, um dos maiores especialistas na questão indígena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Em sua opinião, &lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF6666;"&gt;os diplomatas brasileiros só aceitaram votar a favor da Declaração porque desconheciam a mudança sofrida pela Constituição em 2004, q&lt;b&gt;uando se passou a considerar como emenda constitucional qualquer tratado sobre direitos humanos ratificado pelo Congresso.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;"Até então, havia jurisprudência de que os tratados internacionais eram considerados apenas como leis ordinárias, sem a força impositiva da emenda constitucional, que tem de ser cumprida de imediato, sem maiores discussões", explica Serra, acrescentando: &lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF6666;"&gt;"Assim, logo que o Congresso ratificasse a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, imediatamente estaria proclamada a independência das 216 tribos". &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;Desconhecimento &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF6666;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF6666;"&gt; aprovação da Declaração da ONU&lt;/span&gt;, que dá independência às nações indígenas, conjugada às determinações dos parágrafos inseridos na reforma do Judiciário, &lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF6666;"&gt;possibilitaria&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF6666;"&gt;não somente a independência das áreas indígenas, como também tiraria da Justiça brasileira a possibilidade de julgar qualquer litígio referente aos índios, que teriam o direito de recorrer aos tribunais internacionais. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF6666;"&gt;No Congresso, os parlamentares desconheciam essa possibilidade&lt;/span&gt; e tudo indicava que o tratado internacional assinado pelo Brasil seria ratificado pela Câmara e o Senado, concretizando a independência das nações indígenas. &lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF6666;"&gt;A situação só começou a mudar a partir de março, quando a &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF6666;"&gt;TRIBUNA DA IMPRENSA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF6666;"&gt; entrevistou o advogado Celso Serra e publicou a primeira reportagem denunciando a manobra para transformar as áreas indígenas em nações independentes.&lt;/span&gt; Depois, houve uma sucessão de artigos do jornalista Helio Fernandes, enquanto juristas e integrantes das Forças Armadas também se manifestavam, denunciando a trama contra a soberania brasileira na Amazônia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;As Forças Armadas logo se mobilizaram e o general Augusto Heleno, do Comando Militar da Amazônia, deu entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, preocupado com a situação. Depois, transmitiu suas inquietações em palestra no Clube Militar e foi até repreendido publicamente pelo presidente Lula, que criticou o oficial, mas passou a dar seguidas declarações sobre a soberania brasileira na Amazônia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Verdana"&gt;Houve pronta reação também no Congresso. O senador Arthur Virgilio, líder do PSDB, fez uma interpelação formal ao Ministério das Relações Exteriores, e hoje as possibilidades de o Congresso ratificar a Declaração da ONU já são mínimas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-2493471596206159965?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/2493471596206159965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=2493471596206159965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/2493471596206159965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/2493471596206159965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2009/07/no-congresso-quem-traiu-o-pais.html' title='No Congresso, quem traiu o País?'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-434208882207703625</id><published>2009-01-13T03:56:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T04:09:48.249-08:00</updated><title type='text'>Decreto não consegue conter expansão de favelas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pedro do Coutto - Tribuna da Imprensa, 13 de janeiro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Reportagem de Fábio Vasconcelos e Cristiane de Cássia, “O Globo”, de 12 de janeiro, focaliza a intenção revelada pelo prefeito Eduardo Paes de, através de decreto, conter a expansão das favelas do Rio. Isso de um lado. De outro, adotar a Vila Canoas, em São Conrado, como modelo de habitação de conglomerados de baixa renda que se verticalizam na cidade. A foto está publicada na primeira página. Se decretos conseguissem mudar o rumo dos fatos, não haveria problema no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastaria uma assinatura, acompanhada do respectivo marketing, e tudo estaria resolvido. Não é assim. A favelização da cidade é um processo extremamente crítico e progressivo que tem suas raízes na política de emprego e salário. Esta deveria estabelecer que os rendimentos do trabalho não perdessem para a inflação. Pelo menos a encontrada pelo IBGE ou pela FGV. Mas isso não acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1961, início do governo Lacerda na antiga Guanabara, hoje cidade do Rio de Janeiro, o Secretário de Planejamento, Helio Beltrão, e o chefe da Casa Civil, Rafael de Almeida Magalhães, realizaram um levantamento sobre áreas favelizadas. Encontraram uma população de 300 mil moradores para o total de 3 milhões de habitantes: 10%, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hoje, o Rio possui 6 milhões de habitantes e 2 milhões de moradores em favelas. &lt;/span&gt;A parcela de sub-habitação, que era de dez por cento, saltou para pouco mais de trinta por cento. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Era idéia de o governador Lacerda remover as favelas. Tornou-se impossível com o passar das décadas. &lt;/span&gt;Basta ver o seguinte: 2 milhões de pessoas requer algo em torno de 400 mil casas. Impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de favelização não surgiu por acaso. É uma consequência do aumento do desemprego e das perdas salariais acumuladas. &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;Em 1963, último ano de mandato do presidente João Goulart, o PIB era de 80 bilhões de dólares, como revelou estudo do professor Claudio Contador, da UFRJ.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;Dois terços eram formados pela massa salarial,&lt;/span&gt; um terço pela remuneração do capital, como é hoje nos EUA para um PIB de 15 trilhões. &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;Em 85, quando se encerrou o ciclo dos militares no poder, &lt;/span&gt;e Sarney assumiu a presidência da República, o PIB era equivalente a 375 bilhões de dólares. Mas &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;a pirâmide se invertera: a participação do capital subiu de 1 para 2 terços, a do trabalho caiu de 2 para 1 terço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;A favelização começou a disparar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, para um PIB de 800 bilhões de dólares, a proporção é a mesma de 85. O processo de sub-habitação, claro, não recuou. Pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avançou ainda mais. Para que ele recue, é preciso que a política de salários se altere e o desemprego desça, pelo menos para, 5 por cento. Hoje, ele se encontra perto de 8 por cento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força de trabalho é formada por 95 milhões de pessoas, metade da população brasileira. Decretos municipais não podem conter a progressão da crise. Isso somente é possível com a eliminação das causas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no início da matéria, citei a foto que “O Globo” publicou da Vila Canoas que, a exemplo do Alto Leblon e Alto Gávea, encurta a distância entre favelas e residências urbanas. Não serve, francamente, de exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem reflete, sobretudo, pouca solidez nas construções, inclusive feitas em encostas. &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;O prefeito Eduardo Paes tem razão, é claro, em querer conter a expansão das favelas. Procura fazer sua parte, é verdade. Mas a solução não está em sua caneta. Está na política social e trabalhista do País. Esfera do presidente Lula.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-434208882207703625?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/434208882207703625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=434208882207703625' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/434208882207703625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/434208882207703625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2009/01/decreto-no-consegue-conter-expanso-de.html' title='Decreto não consegue conter expansão de favelas'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-3324091349105137113</id><published>2008-10-07T03:09:00.000-07:00</published><updated>2008-10-07T03:11:55.778-07:00</updated><title type='text'>Galinhas</title><content type='html'>Luis Fernando Verissimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12/10/2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém estava entrando no grande galinheiro durante a noite e levando as  penosas de José, uma a uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção: parábola. Num país chamado, digamos, Brasil, havia um grande criador de galinhas chamado, digamos, José. Apesar do tamanho da sua criação, José era um homem simples. E um dia José começou a notar que estavam roubando suas galinhas. Todas as manhãs, chegava no galinheiro, contava suas galinhas e dava falta de uma. Alguém estava entrando no galinheiro durante a noite e levando suas galinhas, uma por uma. Um compadre de José o aconselhou a contratar um vigia. A função do vigia era passar a noite acordado, vigiando o galinheiro. Mas as galinhas continuaram a ser roubadas. Só que agora, em vez de dar falta de uma galinha todas as manhãs, José dava falta de duas. E o vigia jurava que tinha passado a noite acordado mas não vira ninguém entrar no galinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José era um homem de boa vontade, mas desconfiou que o vigia fizera um acordo com o ladrão. Para não denunciá-lo, ganhava uma galinha. O ladrão roubava uma galinha para ele  e outra para o vigia. Seria isso? Aconselhado pelo compadre, José contratou um vigia para vigiar o vigia. Sua função era passar a noite acordado, para ver se o ladrão e o vigia tinham mesmo feito um acordo para dividir as galinhas roubadas. E, claro, para impedir o roubo e a divisão. Mas as galinhas continuaram sendo roubadas. Só que agora, em vez de dar falta de duas galinhas todas as manhãs, José dava falta de três. O vigia jurava que não vira ninguém. O vigia do vigia jurava que não vira nada. José era um homem ingênuo, mas concluiu que o ladrão fizera um acordo com os dois. Dava uma galinha para cada um e levava a sua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O compadre do José disse que não adiantaria contatar um vigia do vigia do vigia. Eram todos amadores, ganhavam pouco, a tentação de aceitar propina era grande demais. Aconselhou José a recorrer a profissionais. A uma firma de vigilância, das que davam nota fiscal. E a vigilância do galinheiro passou a ser feita por três duplas equipadas com equipamento de último tipo, inclusive câmeras infra-vermelhas e binóculos que viam no escuro, revezando-se em três turnos de quatro horas cada. Seis profissionais, todas as noites, a noite inteira, para vigiar os vigias e o galinheiro. Mas as galinhas continuaram sendo roubadas. Só que agora, em vez de dar falta de três galinhas todas as manhãs, José dava falta de doze. O vigia jurava que não vira ninguém entrar no galinheiro. O vigia do vigia jurava que também não vira nada. E o relatório da equipe da firma de vigilância era: “Tudo normal”. José era um homem de pouco estudo, ms não demorou em fazer as contas e chegar a uma explicação. O ladrão fizera outro acordo: dava uma galinha para o vigia, uma para o vigia do vigia, uma para cada um dos seis membros da equipe de vigilância e mais três para cobrir os custos da firma de vigilância com o equipamento de último tipo. E ficava com a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando José ouviu do compadre a sugestão: por que ele não recorria ao governo? “Ao governo?”, disse José. “Claro”, disse o compadre. O governo ajudaria. Era para isso que ele, José, pagava seus impostos, para ter ajuda do governo. E o compadre passou a contar ao José tudo o que o governo podia fazer por ele. O governo tinha muita gente. Tinha polícias. Tinha fiscais. Tinha viaturas. Tinha uma estrutura enorme. Precisava dizer mais? Tinha até uma cidade inteira  quase só dele, chamada Brasília. José deveria recorrer ao governo para vigiar seu galinheiro. E José, que não era um pensador, mas era hum homem lógico, pensou no que o ladrão já estava tendo que roubar para honrar seus acordos e exclamou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ta doido?! Aí mesmo é que eu perco todas as galinhas de uma só vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epílogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José dispensou a firma de vigilância, o vigia do vigia e o vigia. Ficou ele mesmo de guarda no galinheiro e, quando o ladrão chegou, no meio da noite, lhe fez uma proposta. A cada galinha que roubasse, o ladrão lhe daria uma, até o galinheiro ficar vazio. E com sua parte nos roubos, José começou outra criação de galinhas. Na Suíça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-3324091349105137113?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/3324091349105137113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=3324091349105137113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3324091349105137113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3324091349105137113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2008/10/galinhas.html' title='Galinhas'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-7367685295230474231</id><published>2008-10-06T16:20:00.000-07:00</published><updated>2008-10-06T16:21:13.901-07:00</updated><title type='text'>O BRASIL EXPLICADO EM GALINHAS!!</title><content type='html'>[Texto atribuído a Luis Fernando Veríssimo]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegaram o cara em  flagrante roubando galinhas de um galinheiro e o levaram para a delegacia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delegado - Que vida mansa,  heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar.  Vai para a cadeia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ladrão - Não era para mim  não. Era para vender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D - Pior, venda de  artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido.  Sem-vergonha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L - Mas eu vendia  mais caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D - Mais caro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L - Espalhei o boato  que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas galinhas não.  E que as  do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D - Mas eram as  mesmas galinhas, safado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L - Os ovos das  minhas eu pintava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D - Que grande  pilantra....&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(mas já havia um certo respeito no tom do delegado...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D - Ainda bem que tu  vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L - Já me pegou. Fiz  um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas  dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem  iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso  esquema. Formamos um oligopólio. &lt;br /&gt;Ou, no caso, um ovigopólio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D - E o que você faz  com o lucro do seu negócio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L - Especulo com  dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. &lt;br /&gt;Comprei alguns deputados.  Dois ou três ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e  ovos para programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delegado mandou  pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável,  se ele não queria uma almofada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois  perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D - Doutor, não me  leve a mal, mas com tudo isso,  o senhor não está milionário? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L - Trilionário. Sem  contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado  ilegalmente no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D - E, com tudo  isso, o senhor continua roubando galinhas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L - Às vezes. Sabe  como é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D - Não sei não,  excelência. Me explique. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L - É que, em todas  essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. &lt;br /&gt;O risco, entende? Daquela sensação  de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo.Só  roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é  excitante. Como agora fui preso, finalmente vou  para a cadeia. É uma experiência nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D - O que é isso,  excelência?  O senhor não vai ser preso não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L - Mas fui pego em  flagrante pulando a cerca do galinheiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D - Sim. Mas  primário, e com esses antecedentes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-7367685295230474231?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/7367685295230474231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=7367685295230474231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/7367685295230474231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/7367685295230474231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2008/10/o-brasil-explicado-em-galinhas.html' title='O BRASIL EXPLICADO EM GALINHAS!!'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-2261063758218224696</id><published>2008-08-22T07:38:00.000-07:00</published><updated>2008-08-22T07:42:40.522-07:00</updated><title type='text'>A ALTA DE PREÇOS DOS ALIMENTOS</title><content type='html'>Publicado em A Nova Democracia, nº 45, agosto de 2008&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28.07.2008 – Adriano Benayon*&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;1. Preços dos alimentos no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alta dos preços dos alimentos é mais um elemento da opressão aos consumidores de média e baixa renda, de há muito sobressaltados e assaltados por: tarifas dos serviços privatizados no corruptíssimo processo das privatizações (eletricidade, telefone, pedágios etc.); impostos diretos e indiretos; taxas de juros extorsivas.&lt;br /&gt;O mais notável é a sistemática ocultação, pelos meios de comunicação, das causas reais desse aumento e da alta de preços em geral. De resto, ocultam-se os demais instrumentos empregados para sugar as energias das pessoas e extinguir a vitalidade da economia real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o IBGE registrou, em junho, 2,11% de alta nos alimentos, mais que os 1,95% verificados no mês anterior. Considerado seu peso no índice, a inflação do preço dos alimentos contribuiu com 63,5% da elevação total do IPCA. A aceleração mostra-se clara, pois, no 1º semestre, os alimentos acumulam alta de 8,64%, já próxima à de 10,79% em todo o ano de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior ainda, os aumentos mais fortes incidiram sobre itens básicos, como carnes (6,91% só em junho). O arroz já acumula alta de 38,21% de janeiro a junho de 2008, e o feijão carioca 15,55%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, a agricultura sofre no Brasil processo de concentração, como já ocorreu em maior intensidade na indústria e nos serviços, com o agronegócio ocupando parcela crescente das terras em uso. Isso se espelha em absurdos como a cultura da soja ocupando 43% do total das terras de lavouras no País e a pecuária extensiva, três vezes mais que esse total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal produto da soja é o farelo para exportação destinada a rações para animais no exterior, com base no agronegócio, subordinado a um cartel de tradings estrangeiras. Por seu turno, a pecuária extensiva tem por objetivo dominante exportar carne para propiciar lucros aos importadores e distribuidores, além de viabilizar a presença de bifes nas mesas das classes de renda média-alta e alta em países-sedes das empresas transnacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura da cana-de-açúcar, apontada como culpada, poderia, ao contrário, ser parte da solução, fosse outro o modelo econômico. Essa cultura usa 12% das terras de lavouras, sendo somente 6% para produzir etanol. Ela não prejudicaria a produção de alimentos, se não fosse, na maior parte, cultivada em monoculturas, como acontece sob o agronegócio, em expansão com a demanda local e mundial de etanol. &lt;br /&gt;Ao contrário, a cana-de-açúcar e outras matérias-primas apropriadas para a indústria do álcool podem ser combinadas, em propriedades pequenas e médias, com lavouras de alimentos e com a criação de animais, tudo isso interagindo para elevar não só o percentual do etanol na matriz energética, mas também a produção de alimentos. De resto, o País ainda  tem 850 milhões de hectares, sendo 350 milhões de hectares reconhecidos pelo IBGE como agricultáveis, dos quais apenas50 milhões são utilizados em lavouras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A campanha contra os biocombustíveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moda mundial tem sido atribuir a inflação do preço dos gêneros alimentares à expansão do cultivo de plantas para fins energéticos, como os grãos cultivados na Europa e o milho nos EUA. Esses são ineficientes para servir de base à produção de etanol. Isso é usado pelos detratores da energia da biomassa para fazer crer aos menos avisados que a agroenergia usa terras em demasia, desviando-as da produção de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aumentos dos preços destes têm as seguintes causas principais: 1) a retração da oferta, por falta de fomento, por parte da política econômica, à produção agrícola por pequenos e médios produtores; 2) o efeito do aumento dos preços dos combustíveis e dos fertilizantes, ambos sob controle da oligarquia financeira mundial; 3) do lado da procura, o modelo econômico concentrador e privilegiador das exportações e do transporte individual em veículos automotivos, pautado pela indústria do petróleo (gasolina; óleo diesel e asfalto) e pela indústria automotiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se deveria saber, o Banco Mundial impôs, há decênios, sob a influência da Fundação Rockefeller, a “revolução agrícola”, alastrando pelo mundo o uso de fertilizantes e pesticidas químicos, para grande prejuízo da saúde dos consumidores e da preservação da qualidade dos solos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a produção em grande número de unidades rurais de etanol e de óleos vegetais, para serem usados em motores adequados a esses combustíveis, traria ganhos imensos ao País, em termos de elevação da renda, com boa distribuição e livraria as grandes cidades dos horríveis gases tóxicos emitidos pelos carburantes de origem fóssil. Além disso, suscitaria dezenas de milhões de empregos. A biomassa é também a fonte mais econômica e mais favorável ao ambiente para as termelétricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda: 1) proporcionaria enorme crescimento da oferta de alimentos (e assim seu barateamento), por meio de lavouras e de pecuária associadas àquelas unidades agroenergéticas; 2) economizaria terra, dada a elevada produtividade dessas produções interativas; 3) regeneraria os solos, graças aos adubos orgânicos resultantes da combinação de subprodutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Taxas de juros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 23.07.2008 foi, mais uma vez, elevada a taxa básica de juros (SELIC), aplicada em títulos públicos, agora para 13% aa. Os pontos percentuais das demais taxas de juros equivalem a múltiplos da SELIC que podem ser até mais de 6, como ocorre com alguns empréstimos a pessoas físicas a 9% ao mês, ou seja, mais de 180% aa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como costuma acontecer, a mídia noticia a alteração da SELIC, sempre acompanhada da desculpa do Banco Central e da maioria dos formadores de opinião, segundo a qual o aumento da taxa seria necessário, por causa da inflação em alta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na realidade, o aumento das taxas de juros tem mais efeito para fazer subir os preços do que para diminuí-los. Para começar, os juros são um componente dos custos de produção. Assim, juros mais altos resultam em custos maiores e preços também mais elevados.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Somente a curto prazo, o aumento de juros poderia conter um pouco a inflação, ao desencorajar os consumidores de comprar a crédito, o que faria diminuir a quantidade procurada de bens e serviços. Mas nem isso é certo, uma vez que os preços são, em geral, determinados em mercados de escassa concorrência, por ser a economia muito oligopolizada e cartelizada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os juros no Brasil têm sido sempre absurdamente onerosos, e, há anos, o País detém o triste título de ter as taxas de juros mais altas do Mundo. Elas inibem os investimentos. Consequentemente, a produção, e, portanto, a oferta de bens e serviços. Com esta em declínio, a tendência dos preços é subir. Os investimentos são desestimulados não só porque o capital para investir fica mais caro, mas também porque os produtores vêem possibilidades menores no mercado em face da repressão ao consumo sinalizada pelo aumento dos juros. Ninguém investe para produzir e depois não vender.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ademais, os descomunais juros do mercado financeiro brasileiro atraem capitais estrangeiros especulativos, que se cevam na dívida mobiliária interna e em títulos privados e seus derivados, para transferir anualmente centenas de bilhões de reais para o exterior. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Enquanto prevalecem os ingressos sobre as saídas de capital, o real acumula valorização mais que excessiva. Assim, as empresas brasileiras ficam em ainda piores condições de competir nos mercados externos. Ademais, como elas não têm acesso a dinheiro a juros módicos praticados no exterior, são ainda mais inviabilizadas, até no mercado interno, dominado por subsidiárias de empresas transnacionais. Estas, ademais de desfrutarem de incríveis subsídios governamentais nos níveis federal, estadual e municipal, podem captar no exterior o pouco capital de que necessitam.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em suma, são imensos e duradouros os malefícios à economia da política de juros altos, pois, além de causarem inflação, colocam a produção em nível cada vez mais baixo. Na continuação, os resultados são desastrosos: 1) renda real em queda; 2) elevação dos preços de bens e serviços; 3) desemprego em aumento. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Diante disso, aflora a inevitável pergunta: - por que, então, as taxas de juros vêm sendo elevadas? A resposta é óbvia: prevalecem na política as decisões dos grupos mais poderosos, e a sociedade difusa, o grosso da população, não faz parte desses grupos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A mídia - inclusive todas as redes nacionais de TV e mesmo a virtual totalidade das TVs de menor porte - não abre espaço para a contestação às mistificações da política econômica, encobridoras de incomensuráveis prejuízos à sociedade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;* - Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. benayon@terra.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-2261063758218224696?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/2261063758218224696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=2261063758218224696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/2261063758218224696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/2261063758218224696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2008/08/alta-de-preos-dos-alimentos.html' title='A ALTA DE PREÇOS DOS ALIMENTOS'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-5406585996539638180</id><published>2008-04-08T12:54:00.000-07:00</published><updated>2008-04-08T12:57:28.083-07:00</updated><title type='text'>Presidentes Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula precisam se unir</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Contra a criação de 216 países na Amazônia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Helio Fernandes - T. Imprensa, 8 de abril de 2008.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A quase totalidade dos senadores desconhecia os riscos da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas da ONU. As matérias do repórter Carlos Newton aqui nesta Tribuna representaram enorme alerta, houve pânico geral. Artur Virgilio foi à tribuna do Senado e mostrou o que pode e certamente acontecerá na Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contou os fatos mas não pôde fazer análise, que é também assustadora, desmembradora, desagregadora e destruidora da nacionalidade. (Parece, de outra maneira, a luta do presidente Lincoln, de 1860 a 1864, para evitar a divisão dos EUA. A luta que começou como combate à escravidão se transformou em esforço heróico e desesperado, para que o país não se DESAGREGASSE. Por isso, na História é lembrada e estudada como "Guerra da Secessão").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estamos ameaçados de divisão maior, sem que tomem providências para defender a integridade e a integração do Brasil. Precisou o repórter Carlos Newton esmiuçar o assunto para que alguns tomassem conhecimento do que está na ONU há muito tempo. Deputados e senadores vão e voltam da ONU e não sabem de coisa alguma. Agora têm que definir se estão contra ou a favor do Brasil ÚNICO e SOBERANO, como fez Artur Virgilio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descaso, imprudência ou inconseqüência, desconheciam que a tal Declaração assinada pela representação brasileira na ONU não pode ser aprovada no Senado. Essa é uma questão que mereceria CPI de alto nível, com representação igual dos maiores partidos. É importante e não pode ser tratada em apenas um discurso ou dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa CPI iria verificar que diplomatas do Itamarati (com o desconhecimento total do chanceler, que não sabia de nada) cometeram crime de lesa-pátria. Se os senadores aprovarem a tal Declaração, será transformada em NORMA CONSTITUCIONAL e terá que ser cumprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que os diplomatas brasileiros aprovaram na ONU? A CRIAÇÃO DE 216 NOVOS PAÍSES na Amazônia, que serão DESMEMBRADOS do território nacional. Todos esses 216 NOVOS PAÍSES serão independentes e totalmente desligados do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns serão MINÚSCULOS (como o Principado de Andorra), outros, maiores do que a Itália e a França, e que já tem até nome: "PAÍS IANOMAMI". Todos os interessados no desdobramento do Brasil se escondem atrás dos "pobres indígenas, coitados, tão explorados e abandonados". Explorada e abandonada é a Amazônia em toda a sua existência. Índios de "terno e gravata", aculturados, que não representam coisa alguma, ganharam terras continentais, que já venderam de "papel passado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - Como esta não é uma questão pessoal e sim a DEFESA da SOBERANIA NACIONAL, e o impedimento de uma GUERRA CIVIL que na certa acontecerá, chamo a atenção dos presidentes da República, sejam de que partido forem, para que ASSINEM DECLARAÇÃO CONJUNTA, condenando a Declaração que está para ser votada na ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 2 - Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, independente de divergências, esqueçam tudo por um momento, e lancem MANIFESTO-LIBELO em defesa da Amazônia, contra a divisão do Brasil. Se ficarem omissos, SERÃO RESPONSABILIZADOS, HOJE E SEMPRE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-5406585996539638180?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/5406585996539638180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=5406585996539638180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/5406585996539638180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/5406585996539638180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2008/04/presidentes-sarney-collor-itamar-fhc-e.html' title='Presidentes Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula precisam se unir'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-425535796887825586</id><published>2008-04-01T04:32:00.000-07:00</published><updated>2008-04-01T04:41:10.266-07:00</updated><title type='text'>Como os jornalões insistem em mentir</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Argemiro Ferreira&lt;/strong&gt; – T. Imprensa, 30 jan. 2008. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitores mais antigos desta coluna sabem do meu horror à coisa chamada "relações públicas" - conhecida ainda pelas iniciais RP (ou PR, do original em inglês "public relations"). &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;A especialidade de alguns dos profissionais dedicados a tal atividade é mentir. Fiz referência num livro a Edward L. Bernays, celebrizado como pai das "relações públicas" e teórico da propaganda. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Entusiasta da manipulação da opinião pública, Bernays escreveu: "A manipulação consciente e inteligente das opiniões e hábitos organizados das massas é um elemento importante na sociedade democrática. Aqueles que manipulam esse mecanismo invisível da sociedade constituem um governo invisível, que é o verdadeiro poder governante de nosso país". &lt;span style="font-size:85%;"&gt;[*]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido na Áustria, ele se realizou nos EUA, para onde emigrara adolescente. Ali começou como "press agent" - que consiste em "plantar" notícia em jornais. Como o pai dele era irmão da mulher de Freud, dizia-se sobrinho do mestre da psicanálise. E passou a prestar serviços como estrategista de relações públicas de multinacionais (Procter &amp;amp; Gamble, GE, American Tobacco, United Fruit, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;United Fruit contra a Guatemala&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as façanhas de Bernays esteve a manipulação, pela United Fruit, de todo o noticiário sobre a crise da Guatemala em 1954. Preparou a opinião pública para a invasão do país, por mercenários da CIA, para depor o presidente eleito (Jacobo Arbenz). No livro "An american company - The tragedy of United Fruit", o fato foi contado mais tarde (1976) por Thomas McCann, discípulo dele na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O detalhe revelador só seria conhecido muito mais tarde, graças ao testemunho do jornalista Tad Szulc: durante a operação militar, a sede da United Fruit em Boston era praticamente a única fonte da mídia. Tudo o que foi publicado nos EUA e no mundo (e distribuído por agências como AP e UPI) vinha de Boston, dos escritórios da multinacional, à qual os jornalistas recorriam de hora em hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro o episódio histórico para ressaltar a relevância da manipulação e da propaganda mediante técnicas de relações públicas sistematizadas por Bernays. Desde 1919 ele publicou livros sobre o tema. E hoje empresas de RP proliferam como praga pelo mundo, fazendo a mesma coisa. Entre elas uma certa Edelman, inventora do "Barômetro da Confiança" (Trust Barometer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Edelman e a mídia golpista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Edelman se diz "a maior firma independente de relações públicas do mundo" (3.000 empregados, 51 escritórios no mundo). Richard Edelman, CEO e filho de seu fundador, recebeu da "Advertising Age" em 2007 o título de "Executivo do Ano". E um de seus subs é Tony Blankey, ex-editor do "Washington Times" (do reverendo Moon) e ex-relações públicas do ex-líder republicano Newt Gingrich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que eu queria dizer da Edelman é que até essa firma de RP, que navega - e reina - no universo da mentira, às vezes tem escrúpulos. Por exemplo: confessa ser a pesquisa anual dela sobre a confiança em instituições, o tal "barômetro da confiança", apenas entre as camadas mais altas - os 25% da população com maior renda familiar. Por algum motivo, só a opinião da elite interessa à Edelman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no Brasil a elite arrogante, totalmente fora de sintonia com o resto da população (75%), também acha que só interessa sua própria opinião (considera-se "o povo"), o jornalão dos jornalões, "O Globo", divulgou assim o resultado: "64% dos brasileiros consideram a mídia a mais confiável das instituições". Se a Edelman dissesse isso, já seria duvidoso. Mas nem a Edelman ousou mentir tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A verdade, em Londres e no Rio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Edelman falou em 64% daqueles 25% de maior renda familiar. Ou seja, os que confiam em jornalões como "O Globo", TVs como a Globo, revistas "Veja", "Época", etc., são só 15% da população. Atrás da mídia, diz a Edelman, estão empresas (61%), ONGs (51%), instituições religiosas (48%) e, em último lugar, governo (22%). A Edelman mente, mas a mentira dela tem limite. A de "O Globo" não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalão mentiu primeiro na coluna Ancelmo Gois, no último dia 24, sob o título (que nem jurado de concurso de fantasia elegeria pela originalidade) "Sorry, periferia". Não contentes com a nota, os irmãos Marinho deram no dia seguinte mais meia página, com o texto "Brasileiros confiam mais na mídia" e ainda um box sintetizando os dados fraudados (má fé? incompetência?) da Edelman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor que estiver interessado nos dados reais da pesquisa, deturpados pelas três matérias de "O Globo", pode ir ao website da Edelman e ouvir (com imagens do YouTube) a explicação do próprio representante da empresa, gravada dia 22 de janeiro em Londres.&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;[*] A propósito, convém dar uma olhada em &lt;a href="http://niteroi-niteroi.blogspot.com/"&gt;http://niteroi-niteroi.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-425535796887825586?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/425535796887825586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=425535796887825586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/425535796887825586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/425535796887825586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2008/04/como-os-jornales-insistem-em-mentir.html' title='Como os jornalões insistem em mentir'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-6041045496517092454</id><published>2008-03-17T04:59:00.000-07:00</published><updated>2008-03-17T13:49:57.398-07:00</updated><title type='text'>Nossa economia e o fim de um período</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Argemiro Ferreira&lt;/strong&gt; - Tribuna da Imprensa, 17 de março de 2008.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de continuar dedicado com diligência e civismo à campanha para derrubar o presidente Lula, "O Globo" ainda parece incapaz de impor a certos jornalistas, em suas páginas, a disciplina do "silêncio obsequioso". Pelo menos é esse o caso de Elio Gaspari, cuja coluna, sindicalizada, sai também na "Folha de S. Paulo" e em outros jornais da grande mídia do país, sempre com elevado índice de leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um par de meses Gaspari divertiu-se com o caso - pitoresco e insólito, para dizer o mínimo - da operação de uma tropa de elite (um combinado de fiscais, peritos e policiais, sob o comando do secretário do Meio-Ambiente Carlos Minc) que subiu a encosta do morro Dois Irmãos e entrou na favela Chácara do Céu. Objetivo: deter "a espantosa expansão da favela sobre as matas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe se a operação era para atender ao jornal, que denunciava a ameaça dos bárbaros ao meio-ambiente e aos moradores do Alto Leblon, mas o governador Sérgio Cabral já se referira à Rocinha como "fábrica de marginais". Só se encontrou, no entanto, a obra de um puxadinho de 20 metros quadrados - sumariamente demolido pelas operosas autoridades, aproveitando a ausência do dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Caso de alucinação demofóbica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expansão da favela, relatou Gaspari, fora produto de "alucinação demofóbica". Mas graças a ela descobriu-se meia dúzia de quadras de tênis de um condomínio do Alto Leblon, a 200 metros do alto da favela, e três piscinas. Tudo irregular, acima da chamada cota cem. O condomínio Quinta e Quintais anexara um pedaço da mata. Ou seja, "foram procurar a invasão do andar de baixo e acharam a do andar de cima".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se volto ao assunto hoje, quase três meses depois, é porque a mesma coluna de Gaspari contou mais uma história exemplar no último domingo, com um paralelo entre o atual governo e o dos tucanos. Coisa que a gente não costuma ler no jornal dos irmãos Marinho. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;"O Globo" martela a tecla de que o crescimento econômico do Brasil no período Lula se deve às "condições internacionais" e à "herança de FHC", o governo atual foi apenas "beneficiário". &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Qualquer pessoa de bom senso só pode dar gargalhadas ante a obsessão com que se repete a bobagem. Mas o colunista, desobrigado do "silêncio obsequioso" em relação à linha de "O Globo", sentiu-se à vontade para escrever que afinal chegamos ao fim do período, iniciado em 1930, durante o qual "a economia foi dirigida por pessoas que colocavam o crescimento econômico em segundo (ou terceiro) plano."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como se livrar do mercado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Ao contrário do jornalão que o publica, para Gaspari o Brasil poderia ter saído do buraco antes se os tucanos não tivessem amarrado o país ao câmbio fixo, experiência que ruiu em 1999. Crescimento tinha virado palavrão.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O ministro do desenvolvimento Clóvis Carvalho caiu em setembro daquele ano por ter ousado pedir que se pisasse no acelerador, se arriscasse mais. "Excesso de cautela a essa altura será covardia", dissera ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Gaspari vê a data de 27 de março de 2006 como outro marco - o fim do controle rígido da economia pela equipe econômica. Foi quando Lula avisou o ministro Palocci, "moído na crise da quebra de sigilo do caseiro Francenildo", de que devia deixar o governo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Palocci achou que imporia o mais próximo auxiliar, Murilo Portugal, como sucessor, a pretexto de que "qualquer outro seria mal recebido pelo mercado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Pelo que entendi do relato, pode ter sido aquele o grande momento de estadista de Lula. Primeiro pelo recado a Palocci, que circulava entre os tucanos, blindado por eles (seus artigos frequentam até hoje a página de opinião de "O Globo"). Segundo, por aproveitar a oportunidade para bancar a mudança de rumo, com Guido Mantega, e ignorar a ameaça "do mercado".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um Francenildo para Meireles&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Nas múltiplas CPIs lançadas para desestabilizar o governo Lula a oposição tucano-pefelê poupava ostensivamente o ministro Palocci.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Como se fosse o coringa a que recorreria no desdobramento da trama golpista. O caso Francenildo teve o efeito, paradoxalmente, de livrar o governo dele. Como conclui Gaspari, Murilo Portugal saiu batendo a porta e durante três dias o mercado fez terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Mas foi só isso. Ou melhor, enfim desfez-se o encanto do tal de mercado. Francamente, incomodava-me aquele papel desempenhado por Palocci desde o princípio - de fiador do governo junto ao mercado Num almoço no Waldorf Astoria, em Nova York, testemunhei o que me pareceu o nascimento de estranho culto a um personagem medíocre. Por que diabo era o detentor da "confiança do mercado"?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando Palocci saiu quem se lembrava de Pedro Malan? O ministro de FHC, como o mexicano Carlos Salinas, cursou economia nos EUA e falava inglês (Salinas fez mais vantagem: integrou o Conselho da Dow Jones). Sem curso de economia e falando português, Palocci encantava a platéia no Waldorf Astoria e no Council on Foreign Affairs. Hoje é a vez de Mantega. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Mas eu ficaria mais tranquilo se algum Francenildo nos livrasse de Henrique Meireles.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-6041045496517092454?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/6041045496517092454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=6041045496517092454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/6041045496517092454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/6041045496517092454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2008/03/nossa-economia-e-o-fim-de-um-perodo.html' title='Nossa economia e o fim de um período'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-6440678972159313094</id><published>2008-03-08T07:18:00.000-08:00</published><updated>2008-03-08T07:24:18.290-08:00</updated><title type='text'>A nova Idade Média</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sebasatião Nery – T. Imprensa, 08 mar. 2008&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Renan (o francês, não meu amigo alagoano da praia do francês), Ernest Renan, escritor, historiador, ex-padre, autor dos clássicos "Vida de Jesus" (primeiro volume da "História das origens do cristianismo"), "O futuro da ciência", tinha pavor da Idade Média: "Um peso colossal de estupidez esmagou o espírito humano. A pavorosa aventura da Idade Media, essa interrupção de mil anos na história da civilização, vem menos dos bárbaros do que do triunfo do espírito dogmático nas massas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1992, Felipe Gonzalez, o mais talentoso e competente dos líderes espanhóis depois da ditadura de Franco, disse a Fernando Collor, em Madri, quando os dois eram presidentes, que o problema dos imigrantes estava levando a Europa a "levantar os muros de uma nova Idade Média".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os muros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brutal e desumano da barreira européia contra os imigrantes é que a Europa só é mais rica hoje porque colonizou, sugou e devastou esses mesmos povos que agora repele e rejeita. Durante séculos a Europa raspou a África, pilhou a Ásia, rapinou a América Latina, inclusive o Brasil, roubando-lhes as riquezas e martirizando seus povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, querem impedir sua entrada lá. É dantesco o permanente espetáculo que se vê, a olho nu, no sul da Espanha, da França, da Itália, de uma África miserável, aidética e terminal, pedindo misericórdia e tentando atravessar o Mediterrâneo. E a Europa, velha colonialista, batendo-lhes as portas na cara. Eles vão chegando aos bandos, como magotes de animais, sem documentos, com documentos falsos, irregulares, desafiando a sorte. Antes, os muros da nova Idade Media eram só contra os africanos. Agora, são também contra os asiáticos, os latino-americanos. E o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Espanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Até contra o Brasil, e sobretudo, surpreendentemente, a Espanha. Logo ela, que nos últimos anos desembarcou aqui, ganhou até bancos, como o Banespa, criminosamente doado por Fernando Henrique ao Santander, e se apossa de enormes fatias de alguns dos mais importantes setores da economia nacional, como telefônicas, petróleo, estradas, energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contrapartida da Espanha a essa crescente invasão está nas manchetes de TVs e jornais: "Chega a 15 o número de entradas negadas a brasileiros por dia, só no aeroporto de Barajas, em Madri" (452 no mês passado). E não se trata de quem queira ficar lá. É de quem, por força das rotas aéreas, se vê obrigado a fazer simples conexão para outros países. Desceu no aeroporto, passa dias preso, agredido, humilhado e deportado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação chegou a tal ponto de inexplicável agressividade, que até experientes e serenos diplomatas, como o embaixador José Viegas e o cônsul geral Gelson Fonseca, já sugeriram ao Itamaraty e ao governo brasileiro que o Brasil comece a responder na mesma exata medida, impedindo a entrada de espanhóis em número igual ao dos nossos vetados. Que tal devolver funcionários espanhóis das empresas deles aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eleições&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;E ainda pode piorar. Amanhã, haverá eleição para o novo Congresso e a escolha do novo presidente (como é uma monarquia parlamentarista, o primeiro-ministro é o presidente). Se a direita, hoje oposição, ganhar, ela é ainda mais radical contra os imigrantes do que a esquerda agora no governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Partido Socialista (PSOE) mantiver a maioria parlamentar, José Luiz Zapatero, que venceu em 2004, terá mais quatro anos de chefia do governo. Se vencer o PP (Partido Popular), assumirá Mariano Rajoy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PP, que governou oito anos com o ex-presidente Aznar, é o PSDB de Fernando Henrique. Aznar também saiu do Ministério da Fazenda (era funcionário), fingia de social-democrata, como Fernando Henrique, mas na verdade era, como é seu partido, da "direita sociológica e neoliberal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Socialista também só é socialista no nome. Desde Felipe Gonzalez, que governou de 1982 a 96, o PSOE, ele sim, é social-democrata e, construindo a social-democracia, comandou a modernização da Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Províncias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Quem vai decidir as eleições de amanhã são as províncias. Elas cada dia mais brigam por suas autonomias. Já não falo da sangrenta luta da província basca, que há mais de três décadas sustenta uma guerra de atentados terroristas para conquistar a independência e separar-se da Espanha e por isso tem a esmagadora repulsa do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo da Catalunha, Andaluzia, Galícia, Saragoza e outras, que não desejam a separação mas querem aprofundar suas autonomias políticas e econômicas. E sobretudo a Catalunha, por ter história, cultura, língua, política e partidos mais diferenciados. E ter a incomparável Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Catalunha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Em 2005, lá em Barcelona, vi o parlamento local, por grande maioria e com apoio de seu governo, aprovar uma emenda à Constituição, pondo seu orçamento separado do do país. Foi um terremoto. O rei, que pouco fala e quase sempre se cala, veio a público avisar que a unidade nacional é sagrada e ele, como chefe das Forças Armadas, é o fiador da Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente socialista Zapatero conseguiu negociar a rebeldia catalã através do governo do partido socialista catalão, seu aliado. Amanhã, as províncias decidirão a eleição votando naquele partido que elas entenderem que lhes facilitará o maior aprofundamento das suas toleradas autonomias. E a nova Idade Média, não se iludam, continuará com um ou com outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-6440678972159313094?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/6440678972159313094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=6440678972159313094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/6440678972159313094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/6440678972159313094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2008/03/nova-idade-mdia.html' title='A nova Idade Média'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-4403252533652345716</id><published>2008-03-03T04:23:00.000-08:00</published><updated>2008-03-03T04:28:23.557-08:00</updated><title type='text'>Por que você fez isso, Fernanda?</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pedro Porfírio&lt;/strong&gt; – Povo do Rio, 3 de março de 2008.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;De inicio, eu não acreditei. Nem podia acreditar. A corrosão do caráter está em alta nesta sociedade competitiva, em que todos são rivais de todos, em que renegar o ontem virou rotina, num ambiente tétrico do salve-se quem puder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acreditei porque há pessoas que se fizeram por seus próprios méritos, cresceram, ganharam a admiração geral, tornaram-se exemplos para todos.Essas pessoas não têm direito de destruir o respeito cultivado através de décadas, o carinho, a admiração, enfim, elas deixam de pertencer a si para se tornarem partes de todos nós, como se parentes próximas fossem.Estou querendo falar de uma pessoa com quem convivi nos piores momentos de minha vida, que foi digna, solidária, amiga, corajosa. Porque, nesses piores momentos, quando eu estava proscrito, socorreu-me o apoio de pessoas como Sandra Cavalcanti e Paulo Vial Corrêa, de pensamentos políticos bem diferentes do meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que, pelo respeito profissional e pela amizade conquistada no trabalho, responderam por aqueles que me abandonaram à própria sorte.Naquele início dos anos setenta, difíceis para quem tinha passado um ano e meio nos cárceres da ditadura, além da sempre amiga Sandra Cavalcanti, contei com a acolhida de uma pessoa hoje admirada por todo este Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo de Fernanda Montenegro, cujo nome dispensa apresentações. Como não podia ter emprego de "carteira assinada", como vivia na semi-clandestinidade, ela me fez seu divulgador, na base da confiança.Minha ligação com o teatro, em que acabei me tornando um dos autores de sucesso naquela década até 1982, quando voltei-me para a atividade pública, passa por aqueles dois anos em que fui o "assessor de imprensa" de Fernanda Montenegro e Fernando Torres, seu marido, a lucidez em pessoa.Pois o que eu vi agora me deixou totalmente arrasado. Um internauta atento, que é apenas um dos milhares logrados criminosamente no massacre da VARIG e do Aerus, enviou um e-mail, com link para o "Youtube", no qual minha amiga Fernanda Montenegro tem o desplante de declarar num programa de tv, que "os americanos deveriam tomar conta do Brasil Central".A Fernanda Montenegro que conheci em 1972 não bebia, não perdia a linha e nem sem rendia. Naquela época, ela estava fora da televisão por causa de sua desassombrada independência.Agora, me leva a mais uma decepção, a mais um sofrimento, ao declarar num programa de tv que a Califórnia teria sido uma ruína se não tivesse sido tomada do México pelos Estados Unidos. "Então, eu acho que realmente o americano deveria tomar conta do Brasil Central". Ao ver aquilo, foi como se eu tivesse recebido mais uma punhalada no meu coração sangrado.Nós, pobres mortais, não merecemos. Veja com seus próprios olhos em&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=RBxRa_dz1MQ"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=RBxRa_dz1MQ&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-4403252533652345716?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/4403252533652345716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=4403252533652345716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/4403252533652345716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/4403252533652345716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2008/03/por-que-voc-fez-isso-fernanda.html' title='Por que você fez isso, Fernanda?'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-9140164547088030144</id><published>2008-02-04T03:56:00.000-08:00</published><updated>2008-02-04T04:01:44.872-08:00</updated><title type='text'>Bush, o nazismo, e um tabu na mídia</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Argemiro Ferreira &lt;/strong&gt;– T. Imprensa, 23 abr. 2007&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em 2001 a escritora Diane McWhorter ganhou o prêmio Pulitzer por um livro extraordinário que radiografou a intolerância, o racismo e a brutalidade em sua cidade sulista (Birmingham, Alabama) nos dias conturbados da revolução dos direitos civis. Em novembro ano passado, ela ousou levantar, na revista eletrônica "Slate", uma questão que virou tabu nos grandes veículos da mídia corporativa dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando entender a situação, McWhorter desenterrou uma entrevista dada por Eleanor Roosevelt em maio de 1940, quando a Wehrmacht alemã estava arrasando a França. Na entrevista, que sequer chegara a ser publicada, a então primeira-dama manifestou indignação pelo "grande número de americanos" que aprovavam a vitória de Hitler na Europa e até confessavam grande atração pelo fascismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê? "Simplesmente porque somos um povo que tende a admirar coisas que funcionam", lamentara a sra. Roosevelt. A partir daí McWhorter sugeriu que na eleição americana do ano passado talvez os americanos que deram a vitória à oposição não estivessem de fato protestando contra as políticas de Bush: só se queixavam de que as políticas dele não tinham funcionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Encarando a fantasia bushista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Whorter pergunta: se a invasão (e ocupação) do Iraque não tivesse sido o desastre que foi, até quando o público ainda ia tolerar as políticas que acompanham a "guerra ao terror" de Bush - legalização da tortura, suspensão do habeas corpus, espionagem interna de cidadãos comuns, exercício unilateral do Poder Executivo e a prerrogativa proclamada pela equipe de Bush de "criar nossa própria realidade"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do exemplo da sra. Roosevelt, discussões polidas do tema nunca incluem alguma palavra derivada de fascismo, propaganda ou ditadura - e muito menos nazismo ou Hitler. É tão proibido falar em Alemanha nazista, disse McWhorter, que a colunista Maureen Dowd, do "New York Times", fez uma piada. Propôs que se cole o seguinte lembrete nos microfones usados por políticos: "Nada de comparação com nazistas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para McWhorter, é hora de dizer as coisas como elas são. Mostrar que o governo Bush adota práticas torpes de propaganda (sem reconhecê-lo) a fim de esconder verdades - com "jornalistas" de aluguel, seus próprios canais de "notícias" (veículos como a Fox News), encenações centralizadas no que chama de "presidente em guerra", além de rotular de "antipatriotas" heróis de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse quadro não se fazem comparações com o nazismo. O próprio tabu, diz McWhorter, é preceito do estado da propaganda. Os que o impõem professam um motivo politicamente correto - o caráter excepcional do genocídio dos judeus. Sob pressão republicana, o senador democrata Dick Durbin foi praticamente forçado a pedir desculpas à organização Anti-Defamation League por ter invocado a Alemanha nazista ao descrever as condições de Guantánamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O processo insidioso, lá e cá&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Afirma McWhorter: "Ao permitir que o tema seja definido pelo sofrimento único dos judeus, nós ignoramos a característica mais universal do holocausto: o fato de ter sido perpetrado por pessoas comuns. A relevância do III Reich para a América de hoje não é que Bush seja igual a Hitler ou que o governo dos EUA seja uma máquina de matar. É ser exemplo espetacular do processo insidioso pelo qual pessoas decentes passam a encarar o impensável como não apenas pensável, mas viável, até justificável".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos EUA, segundo a escritora, a própria palavra fascismo andou beirando a piada, pelo uso vago e o significado elástico na década de 1960, quando podia ser qualquer coisa de que não se gostava. Devido ao livro que estava escrevendo, McWhorter tinha lido a biografia que Ian Kershaw fez de Hitler; a explicação de Richard Rubinstein para o holocausto ("The Cunning of History"); e outros estudos sobre o III Reich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O choque de reconhecimento mais literal foi a arrogância repulsivamente cruel do termo `shock and awe' (choque e horror, como os EUA batizaram aquele início do ataque a Bagdá). Pretendia-se que o povo do Iraque se extasiasse com nossas bombas antes de ser incinerado/liberado por elas? Ataques aéreos como propaganda foram invenção da Luftwaffe alemã, cuja obra maior foi a blitz da Inglaterra com as bombas-terror, que tampouco levou os ingleses à submissão pelo horror".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Datas infames na História&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois houve reverberações mais sutis no Iraque. McWhorter na ocasião lia o jurista alemão Carl Schmitt, que tornava princípios hitleristas códigos jurídicos (alguns comparáveis às atuais táticas políticas de Karl Rove, alto assessor de Bush). Ela encontrou ali, entre outras coisas, o tipo de "não pessoa" agora também existente nos EUA - o chamado "combatente inimigo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É definido juridicamente pelo governo Bush de forma a sugerir paralelo com o artifício nazista que "legalizou" o tratamento dado aos judeus - simplesmente considerados "sem estado". Já o Ato de Capacitação de 1933 (que na prática dissolveu o Reichstag e consolidou Hitler) aproxima-se da "opção nuclear" invocada pelo bloco bushista no Senado para derrotar a obstrução oposicionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ensaio fascista republicano, com o propósito de forçar a oposição a engolir juízes indicados por Bush, levou na época o senador Robert Byrd a expor a semelhança com a lei de Hitler. A dos nazistas, rebatizada de "Lei para Remediar o Sofrimento do Povo e do Reich", inspirou mais uma, aprovada logo após o 11/9, para ampliar os poderes do Executivo (como fora feito na Alemanha em 1933).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush ficou com autoridade para considerar qualquer um "combatente inimigo", anular habeas corpus e prender estrangeiros indefinidamente. O jurista Jonathan Turley, professor de Direito Constitucional na Universidade George Washington, considerou aquela uma data infame na história do país. Apesar disso, na época a decisão foi recebida com indiferença pelos americanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-9140164547088030144?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/9140164547088030144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=9140164547088030144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/9140164547088030144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/9140164547088030144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2008/02/bush-o-nazismo-e-um-tabu-na-mdia.html' title='Bush, o nazismo, e um tabu na mídia'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-5499199972062993767</id><published>2008-01-30T02:23:00.000-08:00</published><updated>2008-01-30T02:28:11.778-08:00</updated><title type='text'>América Latina - Populismo, mídia e meias-verdades</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Haddad&lt;/strong&gt; - T. Imprensa, 30 de janeiro de 2008.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;É impressionante o modo com que a grande imprensa, do Rio e, sobretudo, de São Paulo, comprometida com o neoliberalismo dominante, trata de fazer com que a grande massa de leitores tenha uma visão distorcida, e unilateral, dos problemas que afligem a nós, e a todos os povos irmãos, ibero-americanos, abaixo do "Rio Grande" ou "Rio Bravo", que nos separa da superpotência estadunidense. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;É muito significativo que órgãos de grande poderio comunicativo se dediquem, de forma orquestrada, a apresentar "meias-verdades", cujo efeito danoso se assemelha às conseqüências de um tempo de mormaço, nas queimaduras de pele, sobre pessoas que vão à praia e lá permanecem por várias horas, iludidas pela "ausência de sol".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;No dia em que este artigo é escrito, a "Folha de S. Paulo" publicou artigo da lavra de um dos mais respeitados juristas pátrios, em que atribui ao "populismo" a causa completa do atraso em nosso subcontinente; e ainda insinua que o pré-candidato Barack Obama, do Partido Democrata norte-americano, seria político dessa natureza. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Assentando suas baterias contra Fidel Castro, como se ele se limitasse a um assassino violento do tipo "Hitler/Stalin", nada comenta, nem de leve, sobre os fatores terríveis de injustiça social e de alienação de soberania cubana, antes da Revolução de 1959, em prol do vizinho setentrional, desde a pseudo-independência da Espanha, no começo do século findo, quando foi lá imposto verdadeiro protetorado, cujo resíduo, ainda longe de ser eliminado, é a ocupação, pela força, da base de Guantanamo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Nem toca no problema do continuado bloqueio, por quase meio século, que só contribui para dar argumentos à extrema esquerda, naquela ilha, em manter, por tempo indeterminado, o poder ditatorial do partido único. Para tal articulista, na Venezuela, no Equador e na Bolívia, tudo devia ser "democrático" antes da ascensão respectiva de Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa. Não importando a corrupção terrível que acicatava o primeiro desses países antes de 1999, nem o sucateamento econômico e estrutural do último, nem a miséria intensa, agregada à discriminação da população indígena do altiplano, no segundo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;No último domingo, a revista "Veja" publicou matéria, ultra-radical na defesa do sistema capitalista globalizado, insinuando que partidos e facções de esquerda democrática, aqui e no exterior, reunidos no "Foro de São Paulo", sejam elementos de vasta conspiração, sob inspiração de Lenin e sucessores!&lt;br /&gt;Não se trata, aqui, repita-se, de defender regimes de força, ou quase chegando a tanto, inspirados pelo marxismo-leninismo, cujo fracasso fez com que a União Soviética tivesse caído, arrastando os iguais sistemas de nações adjacentes, a exemplo da destruição da monarquia brasileira pelo "putsch" de novembro/1889; ou seja, sem nenhuma resistência de peso. Mas sim de frisar que a "nova direita", bem diferente da antiga, se caracteriza pela defesa intransigente do "Estado Mínimo", "garantidor dos contratos"; do mercado como solução de tudo; e do combate a quaisquer lideranças que incentivem as massas populares a se revoltarem contra suas tristes condições. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Isso, sob a anestesia de falsa interpretação da liberdade, confundida com libertinagem, e de uma filosofia de competição, a ser vencida pelos "fortes", mesmo que deixando para trás multidões de "fracos". Tudo isso merece repúdio da cidadania consciente. Quem realmente ama a democracia quer vê-la não só formalmente, mas no aspecto material; em que todos tenham assegurados os direitos básicos, individuais e sociais. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Quem abre o pensamento preconceituoso à razão, que deflui da observação contínua dos fatos, não pode deixar de perceber que em tradicionais países do Velho Continente conquistas sociais profundas já fazem parte da História, ao passo que entre nós ainda se acham a "anos-luz" de distância. Quem coloca sua grande cultura no cotejo da isenção e da lealdade não pode deixar de fazer distinção entre regimes totalitários, ou autoritários, do chamado "socialismo real", danosos à dignidade da pessoa humana, e regimes democráticos sob governos voltados para a construção de sociedade justa e fraterna, na prevalência dos valores do trabalho sobre os do capital. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Aliás, talvez por covardia, a citada "grande mídia", que "bate com força" em qualquer governo social-democrata da América Latina, é muito mais tímida quando se trata de governo, da mesma feição, na Europa. François Mitterrand, na França, levou, quando muito, "tapas com luvas de pelica". Já Daniel Ortega, na muito sofrida Nicarágua, foi tratado "de bandido para baixo". Vargas e Perón, no Brasil e na Argentina, que, apesar das falhas, muito fizeram pela ascensão dos trabalhadores e pela emancipação econômica, são hoje apenas apontados como "simpatizantes do fascismo". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Como se antes deles tudo corresse bem, aqui e lá, sob as oligarquias do café com leite, em nosso País, e sob as do trigo e do gado, no vizinho platino. Daí a grande importância de ser prestigiada a imprensa independente, &lt;span style="font-size:100%;"&gt;como a contida neste corajoso jornal. Reflitamos seriamente sobre &lt;/span&gt;isso, e ajamos conforme.&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luiz Felipe da Silva Haddad é desembargador TJ/RJ&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-5499199972062993767?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/5499199972062993767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=5499199972062993767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/5499199972062993767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/5499199972062993767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2008/01/amrica-latina-populismo-mdia-e-meias.html' title='América Latina - Populismo, mídia e meias-verdades'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-7980051458847012865</id><published>2008-01-29T07:58:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T08:02:50.352-08:00</updated><title type='text'>A bolha financeira mundial (I)</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Adriano Benayon&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;T. Imprensa, 29 jan. 2007&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Vem à tona, desde julho de 2007, grande quantidade de títulos financeiros destituídos de valor. Isso é só uma parte da montanha que está implodindo. Foram emitidos por bancos e fundos na euforia mentirosa da globalização e da desregulamentação. Finalidade: lucros ilimitados sem esforço algum, a não ser dos chips dos supercomputadores que movimentam as centenas de trilhões de dólares e de euros virtuais criadas pelo sistema financeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Nunca soou tão ridícula como agora esta nota, em destaque no portal do Tesouro dos EUA: "Os EUA têm o mercado de capitais mais forte do mundo, e essa posição é conseguida através de trabalho duro e estratégias inteligentes".&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A especulação é antiga como o mundo, mas não se deve pensar na finança só sob esse prisma: ela é necessária para prover moeda e finança a fim de desenvolver a economia real. Questão fundamental é esta: quem controla a emissão dos meios de pagamento à vista e a dos títulos de crédito, pois os detentores desse poder mandam na sociedade. A eles se subordinam os presidentes e os primeiros-ministros das potências hegemônicas e os de seus associados menores e satélites. Mais ainda, os pseudogovernantes dos países explorados pelo comércio e pelos investimentos diretos estrangeiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Os bancos centrais têm sido regidos pela oligarquia financeira, a raposa que controla galinheiros como o Banco da Inglaterra, há séculos, e o Federal Reserve (FED), desde sua criação, em 1913, após a qual disse Louis McFadden, membro do Congresso dos EUA, depois assassinado: "Um super-Estado controlado pelos grandes banqueiros internacionais, agindo em conjunto para escravizar o mundo para o seu prazer. O banco central usurpou o governo".&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;O FED, feudo do cartel de bancos privados, é quem emite a moeda dos EUA, a principal do sistema mundial. Não, o Tesouro. Kennedy autorizou-o a emitir papel-moeda, mas o decreto foi revogado por Lyndon Johnson, poucos dias após o assassinato de Kennedy.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Está, pois, claro quem emite e controla a moeda e o crédito, e para favorecimento de quem. Os bancos, ademais das receitas com títulos públicos e privados, auferem juros dos empréstimos. O lançamento de títulos de empresas é outra fonte de ganhos. Esses títulos são objeto de opções e swaps etc. Deles saem derivativos e títulos colateralizados. Até índices de preços de ações e taxas de câmbio são securitizados. Além disso, há as taxas e comissões. Para investir, os bancos usam recursos do banco central a custo inferior aos juros que auferem; emprestam múltiplos dos depósitos à vista livres do depósito compulsório; aplicam investimentos de empresas e de outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Ávidos de lucros e poder, criam montanhas de ativos financeiros mais altas que o Everest. Para esse fim e tendo ascendência sobre os políticos, socorreram bancos do continente europeu e ingleses com US$ 548 bilhões. Isso atiça a inflação, mas não logra sanear os bancos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Observadores calculam que mais de US$ 1 trilhão de ativos já ficaram sem valor nos últimos meses. A bolha pode alcançar US$ 20 trilhões, segundo o Serviço de Notícias da Executive Intelligence Review.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é escondido dos olhos do grande público. A oligarquia responsável pelo colapso pretende fazê-lo pagar por este. Até há pouco, os economistas dos bancos esbanjavam loas à expansão econômica. Agora, muitos persistem na enganação, e uns poucos dizem que "a situação mudou", em vez de reconhecer que erraram. Foi mais sincero o executivo-chefe da Fannie Mae, importante instituição hipotecária dos EUA: "O pior da crise ainda está por vir, pois o mercado não chegará ao fundo antes do final de 2008".&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: os efeitos irão além da recessão em curso nos EUA. Virá a depressão, e já está difícil ocultar a natureza fraudulenta do sistema mundial de poder. Por ficar atrelada a este, a sociedade brasileira foi sacrificada demais e tolhida em seu desenvolvimento. O Brasil progrediu nos anos 30 e 40, ao cair o comércio internacional por causa da depressão nos países hegemônicos. Está na hora de o País organizar-se, controlar os capitais e desconcentrar a estrutura econômica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-7980051458847012865?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/7980051458847012865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=7980051458847012865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/7980051458847012865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/7980051458847012865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2008/01/bolha-financeira-mundial-i.html' title='A bolha financeira mundial (I)'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-4086733453495046913</id><published>2007-12-26T15:32:00.000-08:00</published><updated>2007-12-26T15:36:42.190-08:00</updated><title type='text'>Algumas verdades sobre a transposição do S. Francisco</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em entrevista ao JB em 31 de janeiro de 2005, o geólogo especializado em gestão de recursos hídricos Aldo Rebouças, &lt;em&gt;“cearense de nascimento, pernambucano de coração...”,&lt;/em&gt; diz: &lt;em&gt;“Em julho estive em Recife, fui à fazenda de um amigo, onde as vacas estavam morrendo por falta de água. Uma semana depois, voltei e elas estavam morrendo afogadas pelas enchentes. Não há obra nem estímulo para conservação da água.”&lt;/em&gt; Reportagem de Karla Correia, na mesma edição do jornal, dá conta de que &lt;em&gt;“Pernambuco e Paraíba não têm uma rede eficaz de canais que sirvam para conduzir a água da transposição para quem tem necessidade”.&lt;/em&gt;  Jerson Kelman, ex-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), diz que a transposição, &lt;em&gt;“vai apenas perpetuar uma lógica perversa à qual o povo nordestino está acostumado: o dinheiro investido para suprir o Nordeste de água beneficiará poucos privilegiados, em detrimento de muitos em grave situação”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista Washington Novaes, na seara do ambientalismo desde os tempos em que se achava que derrubar árvores era sinal de progresso, disse que um dos principais motivos da obra de transposição é um projeto de criação de camarões... para exportação. O Brasil está sendo exportado a fim de fazer dólares para pagar os juros de uma dívida que muitos afirmam que está pra lá de paga. O professor Aziz Ab'Sáber, que certamente entende do assunto muito mais que qualquer membro do governo Lula, escreveu n’A Folha de São Paulo:  &lt;em&gt;“Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição  de águas do São Francisco para o setor norte do Nordeste Seco, existem alguns argumentos tão fantasiosos e mentirosos que merecem ser corrigidos em primeiro lugar. Referimo-nos ao fato de que a transposição das águas resolveria os grandes problemas sociais existentes na região semi-árida do Brasil.”&lt;/em&gt; Ele segue enumerando argumentos sociais, econômicos, ambientais contra a transposição, dizendo que, no final, &lt;em&gt;“os maiores beneficiários serão os proprietários de terra, residentes longe, em apartamentos luxuosos em grandes centros urbanos”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-4086733453495046913?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/4086733453495046913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=4086733453495046913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/4086733453495046913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/4086733453495046913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2007/12/algumas-verdades-sobre-transposio-do-s.html' title='Algumas verdades sobre a transposição do S. Francisco'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-1667618506444232791</id><published>2007-12-23T16:22:00.000-08:00</published><updated>2007-12-23T16:25:12.701-08:00</updated><title type='text'>Se as favelas crescem, é porque os salários caem</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pedro do Coutto – T. Imprensa, 22 dez. 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A série de reportagens de Fernanda Pontes, Luiz Ernesto Magalhães e Selma Schmidt, que "O Globo" vem publicando sobre o crescimento ininterrupto das favelas no Rio de Janeiro, incluindo invasões de espaços urbanos e desmatamentos, faz com que as pesquisas feitas pela tecnocracia sobre o argumento de renda proporcionado pelo trabalho humano sejam observadas com mais exatidão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Pois é aparentemente contraditório que a massa salarial tenha feito grupos de renda muito baixa evoluir de uma faixa para outra acima, quando os padrões habitacionais desabam. A favelização ininterrupta não acontece por acaso ou por prazer dos habitantes que se envolvem em tal processo crítico. Ela avança aceleradamente porque - isso sim - as pessoas não possuem recursos para pagar aluguel e, muito menos ainda, para adquirir a casa própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pudessem pagar o aluguel cobrado pelo mercado, mesmo nas residências mais modestas, não iriam subir os morros. Sobretudo porque lá encontram os criminosos e uma violência latente que pode, da noite para o dia, atingir qualquer um. Os exemplos são infindáveis. Além disso, há os confrontos entre a PM e os traficantes que vêm deixando dezenas de vítimas inocentes pelos caminhos tortuosos, que são uma conseqüência da pobreza e, por isso mesmo, construídos por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os moradores não contam com água corrente tratada, sequer um sistema de esgotos. Os padrões de higiene, assim, são péssimos. A incidência de doenças sobe. A imunologia desce. Enfim, ninguém mora na favela porque deseja. A incidência de roubos, furtos, assaltos, vem aumentando na cidade. As estatísticas comprovam. A cada dez minutos, uma pessoa é assaltada. Se os que não residem em favelas sentem-se seriamente ameaçados, e não é para menos, que dirão aqueles que moram ao lado dos criminosos? Não podem sequer recorrer à polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia pode ir até ao alto do morro socorrê-los. Entra nas favelas, mas sai. Quando sai, as represálias começam. Isso é nível de vida? Não é. Portanto, a única explicação para que a população favelada cresça como está crescendo só pode ser encontrada numa impossibilidade de renda. E se assim é, como pode ser possível que os rendimentos do trabalho estejam subindo? A favelização tornou-se um sistema veloz e extremamente crítico. Em 1961, governo Carlos Lacerda, a população residente em favelas era de 300 mil pessoas, correspondendo a 10 por cento do total de habitantes da cidade.&lt;br /&gt;Hoje, o Rio tem 6 milhões de habitantes: dois milhões, um terço, vivem em favelas. Algumas - como foi publicado pelo "Globo" de 19/12 - estão entrando pela Floresta da Tijuca adentro, desmatando a maior reserva florestal urbana do País e do mundo, situada no maciço Atlântico, entre o mar e a montanha. A pobreza e a carência habitacional estão devastando a verde paisagem de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualquer momento, casas rudimentares vão emergir da mata num processo inverso àquele que marcou os tempos da colonização. A Prefeitura do Rio e o governo do Estado não tomam a menor providência. Não conseguem barrar o êxodo que surpreende o século 21 em plena era da tecnologia. Talvez até não possam fazê-lo só pela rota policial. Tal processo, para ser contido, exige a convergência de várias políticas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar, como digo sempre, pelos salários e pelo emprego. O desemprego encontra-se na escala de 8,5 por cento sobre a mão-de-obra ativa, formada por 94 milhões de pessoas. Os salários não acompanham a inflação desde janeiro de 95. Verifica-se uma forte compressão social conduzindo a uma situação de desespero. Tal situação sinaliza para as favelas da omissão alimentadas pelo marketing, que se empenha em tentar substituir a lógica pela mágica. Não consegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em matéria de política pública, publicidade alguma pode apagar os fatos. É possível através de um esquema publicitário iludir-se parte substancial da população. Sem dúvida. Mas por este caminho é impossível resolver os seus problemas. Eles vão se acumulando e se deslocando para as encostas da cidade, exatamente por serem os pontos mais vulneráveis à ocupação indevida e duplamente perigosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perigosa para os que são obrigados a residir nos morros, perigosa para todos, especialmente para os que se encontram mais próximos. Vejam só os leitores o trágico episódio do Clube Federal, onde um menino de onze anos morreu em conseqüência de um tiro talvez sem direção. Veja-se também, como Helio Fernandes comentou nas edições de terça e quarta-feiras desta TRIBUNA DA IMPRENSA, a insegurança que ronda ameaçadoramente os moradores das ruas Timóteo da Costa e Sambaíba, Alto Leblon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os moradores já dirigiram diversos apelos às autoridades. Como resposta, ouviram os estampidos e estilhaços causados por balas que atingiram seus apartamentos. Os repórteres Luiz Ernesto Magalhães, Fernanda Pontes e Selma Schmidt acentuaram, quarta-feira, que nada menos de 48 sítios favelados estão avançando pela Floresta da Tijuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde irão parar tais invasões? Hoje estão próximos dos limites urbanos. Amanhã poderão chegar às áreas dos condomínios. O panorama é dos mais preocupantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terrível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-1667618506444232791?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/1667618506444232791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=1667618506444232791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/1667618506444232791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/1667618506444232791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2007/12/se-as-favelas-crescem-porque-os-salrios.html' title='Se as favelas crescem, é porque os salários caem'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-7051248418697283107</id><published>2007-12-18T12:14:00.000-08:00</published><updated>2007-12-18T12:20:11.646-08:00</updated><title type='text'>O pulo do gato no bem ensaiado jogo de aparências</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Pedro Porfírio&lt;/strong&gt; – T. Imprensa, 17 dez. 2007.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O governo perde 40 bilhões de reais da arrecadação da CPMF, mas cortará pelo menos 80 bilhões a pretexto daquela redução. Nada mais neoliberal do que a derrota no Senado."&lt;/em&gt; (Carlos Chagas, TRIBUNA DA IMPRENSA de 15.12.2007)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando ainda saboreava o espetáculo no Senado em que roubou a cena de todo mundo, inclusive do astro Pedro Simon, o tucano Arthur Virgílio desapontou seus fãs ao se dizer disposto a aprovar uma nova CPMF quando o Carnaval passar. A moçada que queria ver o Lula amargar um perrengue ficou sem entender bulufas. Afinal, depois de tanta verborragia transmitida ao vivo e a cores, de tanto histrionismo em nome do pão nosso de cada dia, por que esse estraga prazer? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ora, como tenho insistido, você está sendo tratado como idiota - e aceita mansamente - pelos protagonistas dos poderes e pelos vendedores de informações. O que lamento profundamente é que você também seja um incorrigível desmemoriado. E tenha uma doentia propensão para o "me engana que eu gosto". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não faz muito, em março de 2002, foi o mesmo Virgílio quem comandou a prorrogação da CPMF, em nome de FHC, na função de secretário-geral da Presidência da República. No limiar daquele outono, ele se excedeu. Bateu de porta em porta para abreviar os prazos, com medo do interregno que poderia livrar o contribuinte do desconto por 90 dias: "Temos de negociar com o PFL até a exaustão, para tentar ganhar tempo, porque infelizmente não podemos mudar a data da Semana Santa", disse, nervoso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Quatro cesarianas&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em matéria de prorrogação, a CPMF já passou por quatro cesarianas. No governo Lula, foi prorrogada, sem grandes transtornos, em 2004. Pior foi em 1999, em pleno sultanato tucano, quando passou de 0,20% para 0,38% sob o pretexto de juntar uns cobres também para a Previdência Social.&lt;br /&gt;Não me entenda mal. Só estou querendo dizer que não há maior vexame para todos do que ser a favor de um imposto quando governa e contra, quando cai do cavalo. É o caso do senador Álvaro Dias, tucano do Paraná, que votou pela prorrogação com FHC em 2002 (quando foi candidato a governador pelo PDT) e mudou de idéia nas votações de 2004 e 2007. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nesse caso, muitos senadores mostraram que ou são broncos com neurônios escassos ou são sabidos mais da conta. Os que votaram contra não se acanharam em servir de bandeja, por 60 a 18, o desvio das receitas constitucionais, com a prorrogação da DRU - Desvinculação dos Recursos da União - até 2011. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como a votação ainda está nas páginas e nas telinhas, você deve lembrar muito bem que a CPMF teve 45 votos a favor, quando o governo precisava de 49 e que sete senadores da base governista negaram-lhe fogo (seis votaram não e um faltou). Fora Jarbas Vasconcelos, por amarguras regionais, os outros devidamente cobrados ou compensados, diriam sim, como, aliás, alguns já fizeram em votações anteriores. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um deles, Expedito Gonçalves Ferreira Júnior, eleito por Rondônia com 267.728 pela coligação PPS/PFL, trocados pelo PR, queixou-se de que o governo desprezou os aliados e foi negociar com os adversários. "Desprestigiado", votou contra. Por que o governo lhe negou "carinho" se ele podia ser ganho no barato? Essa é a charada. Nesse cenário de repetidas pantomimas, quem tem um neurônio é rei. Manipular é moleza. Caem na mesma tocaia políticos insaciáveis, jornalistas induzidos e cidadãos mal-informados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Você vai dizer: o Lula suou a camisa para conseguir a aprovação. Será que ele queria mesmo destinar todo o dinheiro da CPMF para a saúde, como ofereceu no último lance? E será que essa bolada iria só para a saúde pública? A CPMF era prorrogada sem traumas, apesar de algumas encenações. O bicho só começou a pegar quando, no final de 2000, o governo decidiu permitir o cruzamento de informações bancárias com as declarações de Imposto de Renda dos contribuintes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;A festa dos banqueiros&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já a DRU passou cheia de si e sem faniquitos. Políticos e imprensa não calaram por acaso. A encomenda era focar o "imposto dedo-duro", que pode ser trocado no "sapatinho" por outras fontes na química da tecnocracia. Ou prestar-se a um arrocho, ou servir para mostrar a "insensibilidade social" da casa, já mal na fita pela dupla absolvição do colega alagoano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A DRU é um cheque em branco, no qual o Executivo passa a mão em 20% de todas as receitas da União e joga onde quiser. Na prática, desde os tempos de FHC, esse dinheiro faz a alegria dos banqueiros, para os quais produzem um "superávit primário" e drenam o dinheiro público, a título do pagamento de uma dívida que cada vez aumenta mais. Isso, tucanos e papagaios sacramentaram, enquanto você festejava o fim (TEMPORÁRIO) da CPMF.&lt;br /&gt;Resultado: como demonstrou o economista Paulo Passarinho, "nos primeiros quatro anos do atual governo - de 2003 a 2006 - os números da execução orçamentária indicam que na área da Assistência Social foram gastos R$ 59,6 bilhões; na Saúde, R$ 136,3 bilhões; na Educação, R$ 62,2 bilhões; na Segurança Pública, R$ 11,6 bilhões; na rubrica da Organização Agrária, R$ 11,8 bilhões; e no PAGAMENTO DE DESPESAS COM JUROS O VALOR É ASSUSTADOR: R$ 594,2 BILHÕES!" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apesar desses desembolsos generosos, a dívida em títulos públicos em poder do mercado saltou de R$ 62 bilhões em 1995, quando FHC debutou na presidência, para R$ 1,1 trilhão em 2007. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não foi por acaso que o líder do governo pediu e obteve a votação em separado das duas matérias. Por baixo do pano, rolou um tremendo conchavo. Só não viu quem dormiu no ponto. Se mantivessem a votação casada, como aconteceu na Câmara Federal, os senadores ficariam numa incômoda saia justa com banqueiros, que estão de malas cheias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esse acordo, que consagrou um bem ensaiado jogo de aparências, passou pelo "nada consta" que livrou a cara do colecionador das folhas corridas dos colegas, e pela eleição do insípido, inodoro e permeável Garibaldi Alves para a Presidência do Senado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois deste verão ensolarado, a conversa será outra, até porque os governadores e prefeitos também perderão uma graninha sem a CPMF. Mais uma vez, você levará uma rasteira, devidamente dourada quando a jiripoca piar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Enquanto isso, o governo ganhou um disco de ouro para apresentar polidas desculpas se o Temporão ficar de mãos atadas numa área em que um país sem grana como Cuba apresenta índices invejáveis, graças a seu modelo que trata do cidadão antes de adoecer. Modelo que não pega bem num regime em que 37 milhões de brasileiros morrem numa grana para os planos privados de saúde.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-7051248418697283107?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/7051248418697283107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=7051248418697283107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/7051248418697283107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/7051248418697283107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2007/12/o-pulo-do-gato-no-bem-ensaiado-jogo-de.html' title='O pulo do gato no bem ensaiado jogo de aparências'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-3555780613434107822</id><published>2007-12-10T16:14:00.000-08:00</published><updated>2007-12-10T16:20:23.050-08:00</updated><title type='text'>Cala a boca, meu rei!</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sebastião Nery – T. Imprensa, 29 nov. 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tancredo Neves era promotor em São João del Rey. Um homem chamado Jesus matou uma mulher chamada Maria. Tancredo pediu 22 anos de cadeia para Jesus. O júri deu 18, Jesus foi para a cadeia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nove anos depois, Tancredo advogado, foi a Andrelândia, pequena cidade próxima a São João del Rey. De barba por favor, entrou numa pequena barbearia, sentou-se, estava cansado, fechou os olhos. O barbeiro pegou a navalha, afiou, começou a fazer a barba:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- O senhor é o doutor Tancredo Neves?&lt;br /&gt;Tancredo abriu os olhos, reconheceu Jesus, o assassino de São João del Rey. Espiou pelo canto do olho, a barbearia vazia, a rua vazia, não passava ninguém, não chegava ninguém, o suor minava frio pela testa molhada. E Jesus com a navalha enorme na mão pesada, deslizando garganta abaixo, desce e sobe, abrindo caminhos na espuma. Jesus não disse mais nada. Tancredo só teve voz para responder:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Sou, sim. - Pois é, doutor Tancredo, a vida.- Pois é, Jesus, a vida.- Pois é mesmo, doutor Tancredo. Cumpri 9 anos dos 18, estou aqui, o senhor está aí, o senhor com sua barba, eu com minha navalha. Eu só queria dizer uma coisa ao senhor: que grande orador que o senhor é.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Tancredo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff6666;"&gt;Como Tancredo, há cinco séculos a Bolívia está com a navalha na garganta. Quando pensa que se livrou da degola, aparece novo barbeiro. Agora, as empresas internacionais de gás criando mais uma guerra civil para derrubar Evo Morales e pôr a capital na branca Santa Cruz de la Sierra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Desde o século 13 (1200 e tantos), os índios quíchuas e aimarás do altiplano (norte) da Bolívia faziam parte do Império Inca. Em 1530, chegaram os espanhóis, antepassados do rei Juan Carlos (cala a boca, meu rei!), e escravizaram os índios para trabalharem nas minas de prata de Potosi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;A Bolívia virou duas: a Bolívia-índia, com mais de 75% da população lá em cima no altiplano, a milhares de metros de altitude, e por isso a capital é em La Paz, e, cá embaixo, a Bolívia-branca, dos ancestrais do rei Juan Carlos (cala a boca, meu rei!), no nível dos rios e do mar, em torno da branca Santa Cruz de la Sierra, com uma capital de mentira, Sucre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;Bolívia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Em 1825, Bolívar derrotou os velhos parentes do rei Juan Carlos (cala a boca, meu rei!) e proclamou a independência. Vieram as invasões, para a Espanha, Inglaterra, Estados Unidos, etc., continuarem roubando a prata de Potosi. Um dia era pelo Paraguai, na guerra do Chaco, por causa da descoberta do petróleo no pé dos Andes. Outro dia era pelo Chile, na guerra do Pacífico, para tirar o acesso da Bolívia ao mar. E os índios brigando e morrendo. E a prata de Potosi indo embora para a Europa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Desde a invasão dos ascendentes do rei Juan Carlos (cala a boca, meu rei!), em 1530, mandaram os brancos do sul e seus presidentes brancos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;Morales&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Depois de golpes e mais golpes (um general por semana, todos brancos), os 75% de índios do país resolveram eleger um deles presidente, o Evo Morales. Ganhou, convocou uma Constituinte. Os brancos, todos, os lá de dentro, de Santa Cruz de la Sierra, e os do outro lado das fronteiras (sobretudo a imprensa americana, espanhola, brasileira), abriram guerra contra Morales e seus 75% de índios, já não de olho na prata, mas no gás. Ainda bem que o governo da Espanha e meu rei estão de boca calada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palocci&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No primeiro mandato do governo Lula, o ministro vespertino Antonio Palocci passou o tempo todo implorando ao FMI (Fundo Monetário Internacional) que autorizasse baixar a meta mínima consentida do superávit primário, que era de 4,25% do PIB, para 3,8%, a fim de que a diferença fosse aplicada em investimentos em água e saneamento básico.&lt;br /&gt;O FMI afinal permitiu. Agora, no "Globo", o ministro Margarina (vulgo Mantega) informou a Ilimar Franco:&lt;br /&gt;"A meta de superávit primário para este ano (2007) é de 3,8% do PIB. Mas o excesso (sic) de arrecadação é tanto que o Ministério da Fazenda fará um superávit de 4,25%". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Mantega &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;E mais: "Dos quase 100 municípios do Rio, só 18 serão contemplados com obras de saneamento do PAC: até 2010 (quatro anos!), serão investidos R$ 30 milhões e 250 mil (uma absoluta insignificância para 18 cidades), em redes de abastecimento de água e esgoto sanitário. A Funasa informa que foram beneficiadas cidades com menor cobertura desses serviços, piores taxas de mortalidade infantil e até 50 mil habitantes".&lt;br /&gt;Literalmente, o Margarina (vulgo Mantega) prefere doar o excesso de arrecadação para os juros dos banqueiros a ajudar a tirar o Rio da merda.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Macacada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Barra da Tijuca parece uma Miami invadida por uma macacada. Um shopping center tem uma Estátua da Liberdade na frente e se chama "New York City Center". Encheram a Zona Sul de adoráveis vaquinhas: é a "Cow Parade". Somos um país e um povo cada dia mais com cabeça de titica.&lt;br /&gt;Mas a Mangueira ultrapassou todos os limites. Suas festas são "Wedding Show". A feijoada é "Dress Code". Só falta a Mangueira exigir que, para entrar lá, o sujeito se pinte todinho de cal. Todos bem branquinhos. E no Carnaval só se cante assim: "Mangueira, tua brancura é uma beleza"! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-3555780613434107822?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/3555780613434107822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=3555780613434107822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3555780613434107822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3555780613434107822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2007/12/cala-boca-meu-rei.html' title='Cala a boca, meu rei!'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-6914272100773384531</id><published>2007-12-03T05:14:00.000-08:00</published><updated>2007-12-03T05:17:37.375-08:00</updated><title type='text'>A agonia do neoliberalismo</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Carlos Chagas – T. Imprensa, 03 dez. 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;BRASÍLIA - Vale, por um dia, começar além da política nacional, arriscando um mergulho lá fora. O que está acontecendo na França, de presidente novo mas o mesmo impasse de sempre? Montes de carros, escolas, hospitais e residências comuns estão sendo queimados e saqueados. Qual a razão de multidões de jovens irem para as ruas, enfrentando a polícia e depredando tudo o que encontram pela frente? Tornando impossível a vida do cidadão comum, não apenas em Paris, mas em muitas cidades francesas, onde instaurou-se o caos. Por quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;É preciso notar que o protesto vem das massas, começando pelas massas excluídas, de negros, árabes, turcos e demais minorias que buscaram na Europa a saída para a fome, a miséria e a doença onde viviam, mas frustraram-se, cada vez mais segregados, humilhados e abandonados. Exatamente como em seus países de origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá mais para dizer que essa monumental revolta é outra solerte manobra do comunismo ateu e malvado. O comunismo acabou. Saiu pelo ralo. A causa do que vai ocorrendo repousa precisamente no extremo oposto: trata-se do resultado do neoliberalismo. Da conseqüência de um pérfido modelo econômico e político que privilegia as elites e os ricos, países e pessoas, relegando os demais ao desespero e à barbárie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica evidente não se poder concordar com a violência que grassa na França. Jamais justificá-la. Mas explicá-la, é possível. Povos de nações e até de continentes largados ao embuste da livre concorrência, explorados pelos mais fortes, tiveram como primeira opção emigrar para os países ricos. Encontrar emprego, trabalho ou meio de sobrevivência. Invadiram a Europa como invadem os Estados Unidos, onde o número de latino-americanos cresce a ponto de os candidatos a postos eletivos obrigarem-se a falar espanhol, sob pena de derrota nas urnas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparem-se os neoliberais. Os protestos não demoram a atingir outras nações ricas. Depois, atingirão os ricos das nações pobres. O que fica impossível é empurrar por mais tempo com a barriga a divisão do planeta entre inferno e paraíso, entre cidadãos de primeira e de segunda classe. Segunda? Última classe, diria o bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como refrear a multidão de jovens sem esperança, também de homens feitos e até de idosos, relegados à situação de trogloditas em pleno século XXI? Estabelecendo a ditadura, corolário mais do que certo do neoliberalismo em agonia? Não vai dar, à medida que a miséria se multiplica e a riqueza se acumula. Explodirá tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica difícil não trazer esse raciocínio para o Brasil. Hoje, 55 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza, sobrevivendo com a metade desse obsceno salário mínimo de R$ 300,00. O governo Lula, eleito precisamente para mudar, manteve e até piorou a situação. Os bancos lucram bilhões a cada trimestre, enquanto cai o poder aquisitivo dos salários.&lt;br /&gt;Isso para quem consegue mantê-los, porque, apesar da propaganda oficial, o desemprego cresceu. São 18 milhões de desempregados em todo o País, ou seja, gente que já trabalhou com dignidade e hoje vive de biscates, ou, no reverso da medalha, jovens que todos os anos entram no mercado sem nunca ter trabalhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns ingênuos imaginam que o bolsa-família e sucedâneos resolvem a questão, mas o assistencialismo só faz aumentar as diferenças de classe. É crueldade afirmar que a livre competição resolverá tudo, que um determinado cidadão era pobre e agora ficou rico. São exemplos da exceção, jamais justificando a regra de que, para cada um que obtém sucesso, milhões continuam na miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria bom o governo Lula olhar para a França. O rastilho pegou e não será a polícia francesa que vai apagá-lo. Ainda que consiga, reacenderá maior e mais forte pouco depois. Na Europa, nos Estados Unidos e sucedâneos. Ainda agora assistimos um furacão destruir Nova Orleans, com os ricos e os remediados fugindo, mas com a população pobre, majoritária, submetida às intempéries, à morte e à revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A globalização tem, pelo menos, esse mérito: informa em tempo real ao mundo que a saída deixada às massas encontra-se na rebelião. Os que nada têm a perder já eram maioria, só que agora estão adquirindo consciência, não só de suas perdas, mas da capacidade de recuperá-las através do grito de "basta", "chega", "não dá mais para continuar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos descrer da possibilidade de reconstrução. O passado não está aí para que o neguemos, senão para que o integremos. O passado é o nosso maior tesouro, na medida em que não nos dirá o que fazer, mas precisamente o contrário. O passado nos dirá sempre o que evitar.&lt;br /&gt;Evitar, por exemplo, salvadores da pátria que de tempos em tempos aparecem como detentores das verdades absolutas, donos de todas as soluções e proprietários de todas as promessas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-6914272100773384531?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/6914272100773384531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=6914272100773384531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/6914272100773384531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/6914272100773384531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2007/12/agonia-do-neoliberalismo.html' title='A agonia do neoliberalismo'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-4184073504365244335</id><published>2007-11-27T01:23:00.000-08:00</published><updated>2007-11-27T01:35:17.010-08:00</updated><title type='text'>Horrores de uma "escola"</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Argemiro Ferreira – T. Imprensa, 29 out. 2007. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como já foi comentado nesta coluna, a escola do Pentágono que ensina tortura, atrocidades e golpismo a militares da América Latina continuará a existir pelo menos por mais um ano. A emenda proposta pelos deputados James McGovern e John Lewis, para cortar verbas e fazer morrer de inanição a infame &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Escola das Américas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que já mudou de nome mas continua a mesma, foi derrotada em junho por 11 votos (203 contra 214). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Devido aos crimes, contra a democracia e os direitos humanos, praticados por seus alunos no passado, o Pentágono percebeu a conveniência ao menos de rebatizar a instituição nefanda. Agora ela atende pelo nome de WHINSEC, Western Hemisphere Institute for Security Cooperation (Instituto do Hemisfério Ocidental para a Cooperação de Segurança), que tem duas vantagens para os EUA: 1. ninguém conhece ainda; 2. é grande e difícil de guardar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O antigo, ao contrário, tinha a desvantagem de ser conspícuo demais - prontamente identificado no mundo inteiro. &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;A School of the Americas (SOA)&lt;/strong&gt; celebrizou-se porque ali se formaram alguns notórios ditadores, torturadores e criminosos da América Latina. Essa gente, ao retornar aos respectivos países, passa a conspirar contra a democracia e os interesses nacionais, e a favor dos senhores do império americano.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Uma galeria de diplomados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Criada a pretexto de ajudar a defender a segurança nacional dos EUA, como parte da Lei Autorização de Defesa Nacional (NDAA), a escola instalou seu primeiro centro de treinamento em 1946 na Zona do Canal de Panamá, então ocupada pelo Pentágono e onde também funcionava o Comando Sul. Despejada pelo novo tratado (Torrijos-Carter) do canal, transferiu-se em 1984 para Fort Benning, na Georgia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com mais de seis décadas de existência, ela já teve uns 60 mil alunos. &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;A particularidade é a inclinação dos diplomados. São chegados a golpes militares, derrubada de presidentes, destruição de democracias, tomada do poder, violação dos direitos humanos, torturas e atrocidades variadas.&lt;/span&gt; Dali vieram, entre outros, ditadores como Leopoldo Galtieri e Roberto Viola, da Argentina; Manuel Noriega, do Panamá; e Hugo Bánzer, da Bolívia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como a maioria não chega à cúpula do poder, houve os que optaram por fundar esquadrões da morte para executar críticos de regimes militares - caso do major Roberto D'Aubuisson, de El Salvador, responsável pelo assassinato do bispo Oscar Romero E ainda os que ordenaram crimes hediondos, no papel de "homens fortes" de governos fracos - como o peruano Vladimiro Montesinos, sinistro homem forte nos mandatos de Fujimori.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um manual de atrocidades&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vários países latino-americanos já suspenderam o envio de seus militares para cursos na Escola das Américas, cujos críticos no continente preferem chamar de "escola de assassinos", "escola de ditadores", "escola de torturadores", etc. A tendência nesse sentido cresceu depois de ser descoberto o conteúdo de um "manual" de atrocidades, contendo algumas das técnicas de tortura ensinadas aos alunos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Os mais recentes presidentes que colocaram a execrável escola no seu Index foram o argentino Nestor Kirchner, em 2006, e o costarriquenho Oscar Arias, este ano.&lt;/span&gt; Na Bolívia, Evo Morales prometeu o mesmo para breve. O Uruguai anunciou há meses que continuará sua política, adotada anteriormente, de não mais enviar militares para treinamento na SOA/WHINSEC. &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;E na Venezuela isso está suspenso desde 2004.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dentro dos EUA existe há 17 anos um movimento para fechar definitivamente a escola, embora o Pentágono teime em mantê-la, convencido de que basta mudar o nome e prometer "reformas". Uma organização que se propõe mantê-la sob vigilância é a School of the Americas Watch (Vigilância sobre a SOA); funciona há algum tempo, criada pelo padre católico Roy Bourgeois, da Ordem Maryknoll, que teve missionárias assassinadas na década de 1980 pelo regime militar de El Salvador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O "supervisor" Otto Reich&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma das alegações do Pentágono para insistir em mantê-la é de que suas atividades hoje estão sob a supervisão de um conselho de "alto nível". É dúvidoso esse "nível", já que &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;até há pouco tempo quem representava o Departamento de Estado nele era o cubano-americano Otto Reich, defenestrado da diplomacia por ter sido em 2002 um dos padrinhos da fracassada tentativa de golpe na Venezuela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Outra alegação é de que agora a SOA/WHINSEC incluiu no currículo um "programa" sobre democracia, ética e direitos humanos. Na verdade isso foi inventado às carreiras devido à dura crítica no Congresso americano de que tais temas eram solenemente ignorados pelo Pentágono. Agora, alega-se, massacres como o de My Lai (Vietnã) e El Mozote (El Salvador) já são reconhecidos pelos "professores".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A votação de junho, na Câmara dos Deputados, a favor da emenda McGovern-Lewis, foi a mais elevada contra a escola, desde o início do esforço para fechá-la. Ante o risco de derrota, a máquina de relações públicas do Pentágono teve de ser mobilizada, conseguindo com pressões e promessa de recompensas mudar votos à última hora. Se apenas mais sete tivessem sido mantidos, a instituição afinal fecharia as portas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-4184073504365244335?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/4184073504365244335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=4184073504365244335' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/4184073504365244335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/4184073504365244335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2007/11/horrores-de-uma-escola.html' title='Horrores de uma &quot;escola&quot;'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-8292532435936667711</id><published>2007-11-26T10:03:00.000-08:00</published><updated>2007-11-26T10:12:13.986-08:00</updated><title type='text'>Quando a semântica manipula o jogo do poder</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pedro Porfírio – T. Imprensa, 26 nov. 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Quando o escravo era acorrentado com grilhões de ferro, era fácil perceber a escravidão. Quando agora desfila acorrentado a algemas semânticas, torna-se difícil, ao espírito acrítico, perceber a escravidão do homem." (Albert Camus, escritor franco-argelino - 1913/1960) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Quando fui a Cuba pela primeira vez, em 1960, fazia um ano e meio que os guerrilheiros liderados por Fidel Castro haviam posto em fuga o ditador Fulgêncio Batista, no poder desde 12 de março de 1952, graças a um golpe militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um clima de grande euforia com algumas medidas adotadas pela revolução, incluindo uma corajosa reforma agrária, nacionalizações de empresas estrangeiras e medidas sociais que beneficiaram os trabalhadores das cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os norte-americanos não estavam nada satisfeitos com o estilo dos revolucionários e partiram para as retaliações. Estabelecido o confronto, dispararam uma orquestrada guerra de propaganda, dizendo que aquelas mudanças tinham inspiração comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo ao deixar o Aeroporto José Marti, deparei-me com um outdoor, assinado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Aviação, no qual se lia: "SE ESTO ES COMUNISMO, ENTONCES EL COMUNISMO ES BUENO".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro desses fatos para propor uma conversa aos meus leitores, aos quais respeito, independente de suas paixões políticas ou ideológicas. Parto do princípio de que é pelo diálogo honesto que poderemos produzir um sentimento comum de olho no amanhã dos nossos filhos e netos.&lt;br /&gt;Porque o hoje dos brasileiros infelizmente é de maus presságios. Eu me pergunto que futuro reservamos para essa juventude diante da constatação deprimente de que nem mesmo com o canudo tem-se a garantia de um espaço para prover a sobrevivência com dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Falsas verdades &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estou convencido de que o Brasil foi minado por anos de saques e desmandos, com a disseminação da idéia de que o Poder Público é uma mina de enriquecimento fácil e favorecimentos direcionados para quem tem mais bala na agulha, seja grego ou troiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lamento que esse ambiente tenda a cristalizar-se pela força de idiossincrasias petrificadas, facilmente manipuladas pelo laboratório das falsas verdades, que introduz seu sêmem no útero de uma classe média perdida entre a insegurança social, a decadência econômica, o esfacelamento da família, a alienação cultural, a renúncia ao raciocínio crítico, o vício do arremedo, a inveja congênita, os dogmas atávicos e as paranóias introjetadas pelos meios de comunicação de massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa disso, a sua visão dos acontecimentos é semelhante a de um torcedor de futebol. Em muitos casos, você não viu e não gostou. Em conseqüência, como a história nos demonstra, os triunfos de alguns são obras inconscientes dos seus oponentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos um exemplo: a questão dos mandatos. Antes mesmo das primeiras eleições diretas para presidente, pós-64, o senhor José Sarney, que sequer havia sido eleito presidente mesmo no "colégio eleitoral", obteve da Assembléia Constituinte a prorrogação do seu mandato para cinco anos. Essa foi a mais grosseira violação da vontade popular. Mas a máquina de manipulação praticamente silenciou, deixando você achando que aquilo era inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, foi a vez de Fernando Henrique aprovar a reeleição em causa própria. Fosse ética, a decisão só valeria para os presidentes seguintes. Mas a mesma máquina deu o "tratamento adequado" para favorecê-lo. Você viu tudo aquilo, os expedientes torpes, mas nada podia fazer. Ele foi reeleito em 1998 com maioria absoluta, mas perderia fatalmente em 2002, se tivesse direito a uma nova disputa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O foco direcionado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Você esquece essas tramóias porque não aceita fazer a própria autocrítica. Viu que Sarney se atribuiu mais um ano no poder, embora não tivesse nenhuma legitimidade, até porque tinha sido o principal cúmplice civil da ditadura exaurida.&lt;br /&gt;Uma ditadura sui generis, aliás, em especial na questão dos mandatos: ao contrário de outros regimes castrenses, no do Brasil não podia haver "reeleição" dos generais, que se revezavam segundo a correlação de forças nos quartéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra semântica de hoje leva a mesma máquina de fabricar idiotas a tachar de ditador um líder eleito e reeleito pelo povo, cujas mudanças constitucionais - ao contrário das nossas - são submetidas a referendos com imprensa livre, em sua grande maioria hostil a ele. E lá as urnas eletrônicas são auditáveis, ao contrário das nossas, porque o voto também é impresso, como queria Brizola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você acha que o exemplo pode ser seguido por aqui, fica logo com o pé atrás. Não passa pelo seu raciocínio que podem mudar os presidentes e permanecerem os mesmos donos do poder. Aliás, no essencial, mesmo com a alternância de partidos, não se pode dizer que o Brasil mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma opinião muito pensada a respeito dessa questão de reeleição. Se ela é admitida, tanto faz uma como dez, como era antigamente nos Estados Unidos, até Roosevelt vencer quatro pleitos seguidos. E como é de fato nos regimes parlamentaristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais: o México está aí como exemplo - lá não pode haver reeleição nem para parlamentares e, no entanto, durante setenta anos, foi dominado em todos os níveis pelo PRI, partido que deu as cartas até exaurir-se em 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que você entenda: não é a possibilidade de reeleição que garante a permanência de um governante numa sociedade democrática. A menos que ele seja extremamente competente e não tenha adversários à altura, dificilmente resiste ao desgaste. Aí, para o grupo dominante, o melhor negócio é ter uma alternativa própria, mantendo o controle da máquina. Com isso, garante o domínio de oligarquias que controlam o poder, independente de quem governe. Isso você não vê, porque os grilhões da semântica o mantêm no limite da discussão programada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A crise do gás&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nesta sexta-feira, dia 30, das 9h às 13 horas, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro abrirá seu plenário para uma audiência pública sobre a crise do gás e as políticas energéticas. Estão convidadas as autoridades do setor, distribuidores, varejistas e taxistas. Se você mora no Rio e quer discutir algo que vai repercutir no seu dia-a-dia, compareça e leve sua opinião.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-8292532435936667711?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/8292532435936667711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=8292532435936667711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/8292532435936667711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/8292532435936667711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2007/11/quando-semntica-manipula-o-jogo-do.html' title='Quando a semântica manipula o jogo do poder'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-8041123943778334398</id><published>2007-11-15T02:36:00.000-08:00</published><updated>2007-11-15T02:38:29.822-08:00</updated><title type='text'>CHAMAR CHÁVEZ DE DITADOR É MUITA CARA DE PAU</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Pedro Porfírio -Jornal Povo - 15 de dezembro de 2007&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Foram tantos os e-mails recebidos sobre a coluna a respeito do grito do rei Juan Carlos que, infelizmente, não pude responder todos a tempo.  Espero que até amanhã cumpra a tarefa, como hábito, e assim alimentar essa conversa com todos os que me honram com seus comentários, concordando ou não.&lt;br /&gt;Mas, desde já, gostaria de esclarecer algo que me incomoda bastante, logo a mim, que paguei com dois anos de cadeia (16 dias de tortura)  por me insurgir contra a ditadura que infelicitou o Brasil por 20 anos e deixou seqüelas até hoje.&lt;br /&gt;É que entre os que fizeram o coro do rei havia certa insistência em chamar de ditador  o presidente reeleito da Venezuela, num pleito que testemunhei com meus próprios olhos.&lt;br /&gt;Neste caso, eu gostaria que você (principalmente quem pensa assim) me esclarecesse na forma do direito por que considera  Hugo Chávez ditador.  Será por que teve coragem de encarar o mister Bush e os grandes interesses internacionais? Ditador é quem não reza pela cartilha de Washington, dos grandes bancos e da Escola das Américas? Será que essa pecha é por causa do despreparo ou manipulação da nossa mídia?&lt;br /&gt;Hugo  Rafael Chávez Frias foi eleito presidente pela primeira vez em dezembro de  1998 com 56% dos votos. Como na sua plataforma,  em fevereiro de 1999 convocou um plebiscito para decidir se o povo concordava com uma Assembléia Constituinte. O plebiscito foi realizado com a presença de observadores internacionais e 70% dos venezuelanos concordaram com a proposta. Na eleição, seus partidários do Pólo Patriótico deram um banho, fazendo 120 dos 131 constituintes.&lt;br /&gt;Elaborada a nova Constituição, novo plebiscito. Com apoio de 72,21% dos eleitores, a nova Carta foi aprovada pelo povo. Chávez renunciou para submeter-se a uma nova eleição já dentro da Constituição de 99. Ganhou outra vez com 60% dos votos.&lt;br /&gt;Em 12 de abril de 2002, sofreu um golpe encabeçado por empresários, todas as redes de televisão e pelegos sindicais da CTV. Com o apoio de generais mercenários (alguns anistiados mais tarde), o empresário Pedro Carmona assumiu e fechou tudo - Congresso e Judiciário.  Três dias depois, com o povo nas ruas, Chávez foi resgatado por um grupo de oficiais e reassumiu em meio a uma grande festa.&lt;br /&gt;Daí para uma nova vitória na eleição do ano passado foi um passo:  ganhou do governador de Zúlia com 60% dos votos. Durante a campanha  (vi os últimos comícios) ele defendeu a reforma da Constituição e o que chamou de "Socialismo do Século XXI"&lt;br /&gt;Teve contra ele todas as cinco redes privadas de televisão, todos os grandes jornais e muito dinheiro derramado na campanha do seu adversário, Manuel Rosales, governador do Estado petrolífero de Zúlia.  O candidato da direita foi derrotado até no seu Estado, que até hoje governa.&lt;br /&gt;Todos os seus triunfos foram mediante eleições e plebiscitos limpos, devidamente  vigiados, com imprensa livre, alguns governadores adversários  e partidos de oposição atuantes.  Como você tem a cara de pau de chamar alguém consagrado pela maioria de ditador?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-8041123943778334398?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/8041123943778334398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=8041123943778334398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/8041123943778334398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/8041123943778334398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2007/11/chamar-chvez-de-ditador-muita-cara-de.html' title='CHAMAR CHÁVEZ DE DITADOR É MUITA CARA DE PAU'/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2744187744475949737.post-3448414079537399562</id><published>2007-11-10T09:54:00.000-08:00</published><updated>2007-11-10T10:03:39.952-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Colônia até quando?&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Adriano Benayon – T. Imprensa, 23 de junho de 2004.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Desde 1990, os "governos" têm-se comportado de modo infinitamente mais lesivo aos seus "representantes" do que os chefes indígenas seduzidos por espelhinhos e miçangas. Sem um sistema nacional de governo, o Brasil estará fadado ao desaparecimento. Ser cidadão de um país que sabe se defender não é uma questão de orgulho vão. Fazer parte de um país independente e soberano é a única maneira de ter acesso à verdadeira educação, ao emprego, à vida e à remuneração decentes. Ademais, por meio da TV, o sistema colonial dissemina antivalores para banir a espiritualidade das consciências.&lt;br /&gt;As privatizações e o sistema de concessões de serviços públicos saquearam o País. Os agentes do poder estrangeiro queimaram os ativos do País e geraram uma dívida pública acima de R$ 1 trilhão. O valor dos patrimônios alienados é incalculável, por ser impossível projetar, séculos à frente, os preços dos recursos naturais e dos ativos intangíveis decorrentes do controle de bens e atividades estratégicos.&lt;br /&gt;Embora continue sob controle nacional (na medida em que o próprio "governo" o esteja), a Petrobras teve 2/3 de suas ações vendidas. Isso acaba de ser recordado por um dos prepostos do ex-chefe do Executivo (1994-2002) que fez alienar, por nada, as riquezas nacionais. Esse preposto permanece na presidência da Agência Nacional do Petróleo (ANP), por força de mandato assegurado pela legislação antinacional das agências "reguladoras". Ele está oferecendo aos executivos das transnacionais do petróleo áreas de exploração em que a Petrobras descobriu reservas de óleo de alta qualidade. Tais agências atuam segundo preconceitos privatistas (ou ainda menos defensáveis), favorecendo em tudo o capital privado estrangeiro e concentrador.&lt;br /&gt;As reservas de petróleo e gás natural no subsolo brasileiro (sobretudo sob a plataforma continental) somam, pelo menos, 20 bilhões de barris, dos quais 14 bilhões provados há mais de ano. Os restantes 6 bilhões, antes ocultados, foram agregados pela nova administração da Petrobras. Mas grande parte disso foi incluída na lesiva licitação aberta pela ANP, já sob o presente Executivo, tão subserviente à oligarquia mundial como seu antecessor. Em qualquer país dotado de autogoverno, essas reservas ficariam sob controle da estatal que as desenvolveu.&lt;br /&gt;Ao preço atual de US$ 40 por barril, 20 bilhões significam US$ 800 bilhões. Ao preço previsto para 2010, de US$ 100, sobem para US$ 2 trilhões. Com a tecnologia acumulada na Petrobras, há potencial para elevar as reservas, inclusive das que se estão desenvolvendo sob águas com profundidade de 4 mil a 5 mil metros. Acrescentem-se as refinarias, com capacidade para 1,8 milhão de barris diários, os oleodutos e demais elementos da infra-estrutura, a frota de transporte marítimo, a distribuidora BR e os ativos da Braspetro no exterior.&lt;br /&gt;Quanto, pois, se torrou ao "vender" 2/3 da Petrobras? Uma aproximação: 2/3 de US 6 trilhões são US$ 4 trilhões. E quando a Vale foi alienada em 1997? Outros US$ 4 trilhões, sobretudo se os minérios exportados não o fossem de graça, como vêm sendo. Mas as hidrelétricas, as telecomunicações, as siderúrgicas gigantes, a petroquímica, ferrovias, portos, os grandes bancos estatais, à frente dos quais o Banespa, entregue aos bancos estrangeiros, bem como os privados locais, livres de passivos fiscais, previdenciários, trabalhistas nem dívidas financeiras, com o dispêndio de dezenas de bilhões de reais através do Proes e do Proer. Não há exagero em estimar um total de US$ 10 trilhões, ou 31 trilhões de reais.&lt;br /&gt;Diante dessa cifra torna-se ridícula a da dívida pública, da ordem de R$ 1 trilhão, criada sem necessidade, só para dar ganho aos bancos e a outros concentradores financeiros. Os tribunais federais aumentaram de 16,7% do PIB em 1992 para 24,9% do PIB em 2003, fazendo com que, mesmo com a União pagando juros absurdos, o Tesouo Nacional mantenha mais de R$ 140 bilhões depositados nos Bacen. Se esse dinheiro fosse utilizado no resgate de títulos públicos, a conta de juros despencaria, não só pela redução do principal, mas também em função da queda da taxa. Criminoso: a Lei de desestatização foi "justificada" fraudulentamente sob a alegação de que faria diminuir a dívida pública.&lt;br /&gt;Resumo&lt;br /&gt;1) entrega de riquezas quantificáveis em dezenas de trilhões de dólares;&lt;br /&gt;2) crescimento desnecessário da dívida pública, mesmo abstraindo o que teria rendido ao País ter mantido o controle e a propriedade das estatais;&lt;br /&gt;3) tributação abusiva contra os residentes;&lt;br /&gt;4) continuidade da colossal transferência feita pelas transnacionais, por meio de despesas no exterior em favor das matrizes e através da fixação de preços ínfimos nas exportações e astronômicos na importação: só isso representa mais de R$ 500 bilhões/ano em renda nacional perdida e em tributos que deixam de ser pagos;&lt;br /&gt;5) preços risíveis da exportação: mínimo de ferro exportado a US$ 15 a tonelada (três vezes menos que em 1965); quartzo a US$ 0,20 (1/4 dos US$ 0,85 de 1996 em valor atualizado), sem falar no contrabando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Adriano Benayon é doutor em Economia pela Universidade de Hamburgo, Alemanha e um dos professores da Universidade de Brasília que descobriram a fraude perpetrada por Nelson Jobim sobre o texto da Constituição Federal, com o intuito de favorecer os banqueiros. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2744187744475949737-3448414079537399562?l=satyagraha-nelsonmm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/feeds/3448414079537399562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2744187744475949737&amp;postID=3448414079537399562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3448414079537399562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2744187744475949737/posts/default/3448414079537399562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://satyagraha-nelsonmm.blogspot.com/2007/11/colnia-at-quando-adriano-benayon-t.html' title=''/><author><name>Nelson Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03065738142193991339</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
