Texto
editado / NMM:
Mais do que nunca, o Brasil necessita de liderança à altura do momento. Este líder é Lula
Os Estados
Unidos sequestraram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sua esposa,
Cilia Flores, e um de seus filhos.
Foram
violadas leis, tratados e protocolos.
Essa
intervenção, realizada no mais arrogante estilo imperialista, revive o pior da
chamada Doutrina Monroe, segundo a qual os Estados Unidos outorgam a si
próprios, por uma espécie de mandato que se pretende divino, o direito de
intervir, a seu bel-prazer, em qualquer país da América Latina e do Caribe.
O pretexto
dessa invasão, seguida de rapto, não poderia ser mais falso. Maduro não foi
capturado por envolvimento com narcotráfico ou acusações semelhantes, mas
porque simbolizava a revolução bolivariana, responsável pela nacionalização das
reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo, retirando-as do
controle estadunidense. Trump, de forma explícita, busca se apropriar desse
tesouro subterrâneo.
Sequestro e
espoliação. Evidentemente, este 3 de janeiro inaugura um período instável e
ameaçador na fronteira do Brasil, em pleno território sul-americano e
caribenho.
O Brasil,
por suas dimensões, riquezas e interesses estratégicos, encontra-se sob ameaça.
O governo brasileiro repudiou a ação estadunidense e defendeu a paz e o
diálogo. O Itamaraty, com rapidez, reconheceu o governo constitucional agora
exercido pela vice-presidente Delcy Rodríguez, que, além de exigir a libertação
de Maduro, promete dar continuidade ao ideário da revolução bolivariana.
Teme-se que
os EUA possam também interferir nos assuntos internos do Brasil. Mais do que
nunca, a nação necessitará de firmeza e capacidade de diálogo para defender
suas eleições e sua soberania. Nesse contexto, ressalta-se ainda mais a
importância de Lula, como estadista experiente e como candidato capaz de
salvaguardar os interesses nacionais em um momento tão desafiador.

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